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quarta-feira, fevereiro 10, 2021

 Amora,

eu me lembro de quando tentei te ensinar o que era o amor - este mesmo misterioso para mim, porque eu não o conhecia, muito menos lhe estava familiarizado.

num movimento de trás para frente, peguei o que eu sentia e descrevi, chamando aquelas vontades confusas de amar. em algum momento sugeri que o que queria com você era uma vida para sempre. wouldn't it be nice if we were older?

fiz isso, como em muitos outros momentos da minha vida, porque a queria naquele momento, eu de fato a desejava intensamente. hoje sei que fui moleque e brinquei com o futuro apenas para sustentar nosso presente.

em algum momento, aceitei aquela promessa como algo que era já até mesmo passado, algo inevitável nosso porque já havia acontecido. também vendo de hoje sei que não era bem verdade, o apego ao que já foi no que seria era ainda mais um artifício meu (nosso).

você me deu todas as chaves para entender o que você queria, ainda que tenha sido sempre tão difícil conversar com você. percebo que, mais do que você, eu me emaranhei no meu próprio jogo e nas minhas estratégias e na minha vontade de que tudo funcionasse, de que as coisas pudessem continuar a existir.

I remember every little thing as if it happened only yesterday

Ain't no doubt about it, we were doubly blessed

'Cause we were barely seventeen and we were barely dressed

em algum momento eu desisti de continuar fomentando as promessas de futuro porque eu mesmo não o queria mais. acho que você percebeu e acho, também, que você tomou isso pra si. olhando agora, Amora, eu espero que a cirurgia seja um sucesso e você possa eliminar de vez minha influência em você.

creio que eu entenda o amor um pouco melhor hoje, e eu sei que eu te amo e que amar não é necessariamente querer estar junto e desejar ou talvez mesmo até fazer parte da vida do outro.

It was long ago and it was far away, and it was so much better than it is today

tenho tentado elaborar isso já há muitos dias. o jogo acabou para mim e espero não envolver mais ninguém em minhas tramas. peço desculpas.

Ameixa.

terça-feira, abril 19, 2011

COVEIROS.

PERSONAGENS

PRIMEIRO PROFESSOR, chefe da área de português da escola.
SEGUNDO PROFESSOR, recém-contratado da área de português.
GUSTAVO, 14 anos, aluno exemplar, filho de deputado.
HENRIQUE, 13 anos, aluno e braço direito de Gustavo.


CENA

Sala dos professores, grande montanha de papéis sobre as mesas.

Dois professores entram com mais papéis nas mãos e se jogam sobre as cadeiras, com canetões vermelhos nas mãos, rabiscando com ênfase os papéis.

PRIMEIRO PROFESSOR
Acha justo que um aluno seja reprovado por copiar as respostas de outro?

SEGUNDO PROFESSOR
Creio que sim, está no regulamento, não está? Se os diretores decidiram assim, a questão não está mais em nossas mãos.

PRIMEIRO PROFESSOR
Não devia ser o outro, o que deu as respostas, também punido?

SEGUNDO PROFESSOR
Não se ele o houver feito por compaixão? Se o coração está leve...

PRIMEIRO PROFESSOR
Mas está aí, justamente, o problema! Como alguém pode fazê-lo de mente limpa? Ajudar um crime, torná-lo possível, é pior do que cometê-lo de fato. Se alguém dá a faca e o queijo para outra pessoa, é certo que esta outra cortará, com a faca, o queijo.

SEGUNDO PROFESSOR
Não podemos punir nosso melhor aluno, está na ata da reunião de ontem. A culpa é do burro que aceitou a cola.

PRIMEIRO PROFESSOR
Que parvice!

SEGUNDO PROFESSOR
Na verdade, se quer saber... Se ele não fosse filho de político, levava uma boa reprovação na testa.

PRIMEIRO PROFESSOR
Arre, mas esse é o absurdo! Um professor… O importante são as notas, o importante é a conduta! Não há nada menos importante para um professor do que o pai de um aluno. Veja esse monte de lixo, essas respostas incoerentes… Temos que poder corrigi-las, riscá-las, puni-las!

SEGUNDO PROFESSOR
Certo, certo, muito certo.

PRIMEIRO PROFESSOR
Pois, como é que se deve punir bem um aluno?

SEGUNDO PROFESSOR
Reprovando-o?

PRIMEIRO PROFESSOR
Sim, parvo, mas não só isso! Saiu-se com a resposta mais simplória que pensou, isso vale no máximo um meio certo.

SEGUNDO PROFESSOR
'Como é que se deve punir bem um aluno'?

PRIMEIRO PROFESSOR
Foi o que lhe perguntei.

SEGUNDO PROFESSOR
Não sei, peço água.

PRIMEIRO PROFESSOR
Ah, água? É mesmo um imbecil. Mas não pense demais no assunto para não fritar essa cabeça enorme! A boa punição é social, parte por todas as camadas da vida do cabritinho, faz com que ele se arrependa de sua preguiça, burrice – o que quer que seja – com cada pelinho de seu corpo. Como fazer isso? Vai, busca um café para mim e sua tal água, e pense bem no assunto! (Sai o segundo professor.)

Vêem-se Gustavo e Henrique aproximando-se à porta da sala

PRIMEIRO PROFESSOR (Corrige as provas ferozmente e cantarola.)

Tu és tolo, tu és tolo como porta.
Se eu te digo: tu saíste a teu pai
Ah, não creias que isto é um elogio:
Tu saíste mesmo, mesmo a teu pai

GUSTAVO
Como ele canta assim, corrigindo provas como se lavasse o chão?

HENRIQUE
Talvez lavar o chão e corrigir nossa concordância seja a mesma coisa pra alguém que passa os dias fazendo isso.

GUSTAVO
A repetição só esvazia, a repetição só esvazia.


PRIMEIRO PROFESSOR (Cantarola.)

Não te escondas, não te escondas de teus erros.
Se eu te digo que errar é coisa humana,
Ah, não creias que isto é um elogio:
Tu és humano, mesmo, mesmo, por inteiro

(Amassa uma prova e joga em direção à porta.)

GUSTAVO
Essa prova jogada ao chão foi de um aluno que colocou todas as suas forças, estudou três semanas, negou todos os compromissos, perdeu um pouco de sua própria vida! Foi assim, não foi?

HENRIQUE
Acho que sim, cara.

GUSTAVO
Ou então, de um que nunca tivera problemas antes, que se sentou para a prova-final insuspeito, e agora... Agora sua prova está no chão, agora deve passar mais um ano chafurdando na bosta!

HENRIQUE
Bem provável.

GUSTAVO
É isso, então é isso mesmo, e agora é lixo!

PRIMEIRO PROFESSOR (Cantarola.)
Errado, errado e errado.
Errado, errado, errado, errado!
Tudo que tu tens feito
é errar ao quadrado!
(Arremessa outra prova)

GUSTAVO
Eis outra. Poderia ser de qualquer um de nós. (
Pega a prova amassada.) Como brincam com nossa juventude, marcam com machados nossa vida, esquecem que já somos pessoas! Este papel amassado significa nosso fracasso social, não?

HENRIQUE
É.

GUSTAVO
Não tem medo de ser essa prova tua caveira?

HENRIQUE
Já sabia que não me daria bem, cara.

GUSTAVO
É esse tipo de atitude que permite que nos esmaguem. Vou lá ter com ele. (
Adianta-se.) De quem são essas provas?

PRIMEIRO PROFESSOR (sem tirar os olhos das provas)
Minhas, ora.
Não, não, não,
parece que fizeste um errão!

GUSTAVO
Não são suas, ainda que as trate como tal.

PRIMEIRO PROFESSOR
Espero que não sejam suas, então, pois que a coisa aqui é podre.

GUSTAVO
Percebo bem a podridão. Muitos reprovados?

PRIMEIRO PROFESSOR
Poucos, infelizmente. Muitos me escapam pelas frestas dos dedos.

GUSTAVO
Escapam como?

PRIMEIRO PROFESSOR
De toda forma, por sorte, por cola, mas alguns, mesmo, apenas porque têm pais que os protegem.

GUSTAVO
Como pode um pai proteger o filho da reprovação?

PRIMEIRO PROFESSOR
É justamente o que eu pergunto. A sombra de um pai poderoso assusta o povo lá de cima, como se a má índole de uma criança pudesse ser justificada pelo emprego do pai.

GUSTAVO
Deixá-lo-ão impune, portanto?

PRIMEIRO PROFESSOR
Sim, às custas do pobre asno que aceitou sua ajuda. Mas todos terão sua vez, minha caneta é justa. (
Amassa uma prova e joga em direção a Gustavo.) Veja se isso é possível!

GUSTAVO
Deixe-me ver (
pega a prova). “Casmurro traiu sim a Capitolina dá pra ver logo no começo da história porque ele é sério e isso significa culpa”. De quem é essa afronta?

PRIMEIRO PROFESSOR
De um imbecil, o que acha?

GUSTAVO
Não adianta perguntar, eu não sei.

PRIMEIRO PROFESSOR
Este enorme imbecil, esta anta completa, se não a reconhece, é um tal de João não sei das quantas, garoto-problema, repetente, uma vergonha.


GUSTAVO
Ora, como ele pode falar assim? Estamos todos sujeitos ao erro, mesmo João, taciturno, com as mãos metidas nos bolsos do moletom… Somos gente! Se na grafia identifica a ignorância, devia corrigi-la, e não puni-la! Oh, João, pobre tolo, pobre tolo. Diga-me, Henrique…

HENRIQUE
Digo. O quê?

GUSTAVO
Estamos sozinhos com nossos erros, todos?

HENRIQUE
Sim, parece que sim.

GUSTAVO
E seremos punidos assim?

HENRIQUE
Uns mais, outros menos.

GUSTAVO
Como somos fracos, Henrique! Se estamos sujeitos à queda, se mesmo Napoleão caiu de seu cavalo, como podemos continuar? As provas estão por toda parte, os juízes estão sempre prestes a entrar em cena e nos esmagar. A partida é perdida, sempre. Mas quieto, quieto – lá vem os diretores com o pobre asno que mandei à forca. Escondemo-nos!

(Saem.)

sábado, março 05, 2011

rosa pink.

moça no vestido rosa
disse toda ponderosa
"fica bom em mim, o rosa?"
"fica, claro, sua gostosa!"

the lady, delight in pink
asked to me, while in think
'do you like on me, the pink?'
'well, 'f course, i'd love to sink

actually, i'm on the brink
of takn'off fabric & ink
get you closer 'fore you blink
make you mine with all my stink'

"o alvo da minha prosa
não sua roupa, até jeitosa
é sua bunda vultuosa
vem pra cá que a gente goza."

quarta-feira, dezembro 29, 2010

um mar de umbigos (férias inesquecíveis).

Prometo tornar-me invisível como o que não se vê quando não se quer ver (um mendigo, quase).

Enfrento uma maré de falta de maré, isto é, a tempestade já foi?

Não sei a cor de minha cueca nem a cor dos olhos dela.

Enquanto isso, eles roncam no quarto e meu estômago grita de dor e de solidão (muito, muito sólido).

regeneração afetiva.

se tudo der certo criarei uma grife de máquinas de passar roupa neste verão

a estrada a praia os caminhos e as estradas e as rodovias o pedágio tudo os caminho tudo os tempo que eu passo esperando são longos e longos

a ponto de eu me pergunta Será que a vida é só espera???

então eu digo Que venha o ano novo!!!

ai ai será que dá pra sentir a dô no que eu tô falando?

será que serão fogos de ARTIFÍCIO????

será que o patético é o novo patético??????

feliz, ano, novo.

sexta-feira, março 12, 2010

Vocês hão de escrever assim:

Enquanto durou, foi duro
agora que foi, moleceu as ideia.

pena.

quarta-feira, outubro 21, 2009

despedida, parte 17.

É só isso, acho.

Há Deus?

despedida, parte 16.

Mr Biggs lay on his bed motionless for several hours before members of the website became alarmed. With the video still streaming, viewers eventually called the local police, who broke down the door, found the body and switched off the camera. Up to 1,500 people were viewing, according to one report.

despedida, parte 14.

"Todo mundo costuma crucificar a família. Quando a Mira [Schendel] morreu, ela não tinha quase valor e sobrou para a família cuidar de tudo", diz Ada Schendel, filha da artista Mira Schendel (1913-1988).

despedida, parte 13.

Quando a gente tinha uns dezesseis, dezessete anos – e a gente nunca tinha namorado, porque acho que as coisas eram diferentes, ou só a gente é que era (e a cidade era pequena, também. Foda.) – aí ele corria atrás de mim na rua e eu fugia rindo e trombava com os pedestres. Ele vinha atrás querendo me pegar mas sem querer de verdade, e a gente dava voltas em pontos de ônibus até que ele me alcançava e me empurrava na grama e a gente se rolava no chão. Eu ria o tempo todo, quando estava com ele, e eu acho que realmente gostava dele. Talvez a gente se amasse, sei lá.

Eu sei que noutro dia (mas isso foi depois, eu já devia ter uns dezoito, foi logo antes de eu me mudar), noutro dia a gente foi na casa dele ver uns filmes e eu queria muito, sabe? Eu tinha dezoito anos e tava começando a me ligar, então eu queria mesmo. Mas a gente assistiu aos três Star Wars em sequência e tomamos muita, cara, muita vodka, mesmo. Ele tava malzão, sim, mas ele virou pra mim e me puxou com força e aquilo foi ruim demais. Eu deixei ele ser egoísta, sim. Eu deixei ele me segurar os braços, forçar minha boca, eu deixei ele tirar a minha roupa naquela noite e é capaz até que ele tenha gostado, mas quando eu fui pra casa dele eu queria muito, e aí ele estragou tudo, meu, ele estragou tudo.

despedida, parte 12.

Indirect suicide is the act of setting out on an obviously fatal course without directly committing the act upon oneself. Indirect suicide is differentiated from legally defined suicide by the fact that the actor does not pull the figurative (or literal) trigger. Examples of indirect suicide include a soldier enlisting in the army with the express intention and expectation of being killed in combat. Another example would be provoking an armed officer into using lethal force against them. This is generally called "suicide by cop". In some instances the subject commits a capital crime in hope of being sentenced to death. This state-assisted suicide was extremely popular in Enlightenment Era Scandinavia, where law and religion forbade suicide.[citation needed] Today, this type of suicide is relatively rare.

despedida, parte 11.

pra mim quem fez foi um amigo do meu marido,é claro que depois eu nao lembrava
absolutamente nada.foi um horror ficamos
procurando esse amigo [que viaja muito]
por todos os cantos.até que consegui
atraí-lo com um belo jantar e aqui estamos rsrsrs!!!

despedida, parte 10.

People who tell me I am strong and that I will get through this, are actually putting more pressure on me.

I know they mean well and I know they do believe I’ll get through it because of the person I once was, but does that person still exist? I can’t answer that. Do they still see glimpses of that person? I can’t answer that either. All I know is that pressure is causing me to bubble silently inside. Yet the more I bubble, the more likely it is that I’ll explode and I’m scared of that happening because I don’t know what I’ll do…or who I’ll do it to.

despedida, parte 8.

According to the center for suicide research at Oxford University, "[a]ll research suggests that showing, in detail, methods of suicide does result in an increase of those methods immediately afterwards, so portrayal of methods of suicide is ill-advised." [2] According to Mr Mike Cobb, of The Samaritans, an organisation which works with people contemplating suicide, "even showing a method on Casualty has led to an increase." [2]

despedida, parte 9.

Leio sobre cortar os pulsos e sinto meus pulsos ardendo em resposta e a quase incapacidade de escrever.........................................................................

despedida, parte 6.

eu acrescentaria que o que mais me irrita tb, é aquele "perfeito" que quando a gente pega uma bebida de alcool, êle olha escandalizado e sentencia: senhoras não bebem. Tambem me irritam aquelas mulheres que um dia já foram putas de programa, tiraram dinheiro dos velhos pra dar pro jigolô, comprar droga ou encher a cara e muitas vezes apanharam na cara, de repente conhecem um estudante ingenuo em final de curso, leva o rapaz pro JK, adula, passa a conversa, o coitado cai como um pato. Se forma na faculdade, louco de agradecido pela atenção que a putissima lhe despensou casa com ela, começa a trabalhar, ganhando bem, compra uma bela cobertura e a vadia se sente a rainha da cocada preta. Então ela esquece o seu passado obscuro e passa a aperentar uma senhora "perfeita", sem mácula. Isso é que é HIPOCRISIA.

despedida, parte 7.

To kill oneself or not to kill oneself? That is the question for this suicide survivor. Frankly, one of the reasons I participate in griefnet is to remind myself that the pain of a survivor seems at times to be more than that of the person who killed themselves in the first place. When a person kills themselves they are thinking only of their pain and not the extreme pain of those left behind. No matter how black my world may seem at times, I have to remember that it is even darker for a suicide survivor. I have started my own list of reasons to kill myself, and even with a whole list of reasons, I couldn’t do it, because my pain would infect all those innocents left behind, where it would fester and grow to unimaginable intensity, only those on this site know just how intense that pain can get. Do I want my friends and family to have reason to join this site – the answer is NO. So I keep coming back to refresh my own pain, if you will, and remember that suicide is not the answer.

It is also evident that drugs and alcohol are often a factor in someone making the final, impulsive decision. So I am warned to stay away from drugs and alcohol, especially on the darkest of days when it wouldn’t take much to push one over the edge. Seems in those cases its the drug making the decision. In some way, part of my anger at my brother is the simple fact that he killed himself FIRST so now I can’t, because now I know what it is like for those still living. I don’t think he meant to leave a legacy of such intense pain behind, he just wanted out of his own mental anguish. I must say to myself all those things I would have said to him, had I known he was that desperate. Even though I have somewhat healed from my own experience, I keep coming back to remember where I came from – a unique, unholy hell here on earth. No matter how much I hurt, I cannot send anyone else there. Because I am a survivor, suicide is no longer an option for me.

despedida, parte 5.

Desconfio dos eternos bonzinhos, dos politicamente corretos, dos sempre sorridentes ou gentis.
Enfim, pessoas que nunca brigam, nunca se irritam, nunca falam palavrão, nunca são politicamente incorretos, só poder ser uma coisa: FALSAS

Conheço uma mulher assim. Ela me viu brigando dia desses com meu namorado e fica dando lição de moral. Diz q eu trato mal ele... Porém, eu já vi uma vez ela dizer ao dela q ele não poderia comer 1 Bis pois iria engordar e assim, ela o trocaria por um saradão E isso q ele é magro.

Ela não tem ciúme, ela não é possessiva, ela é compreensiva, ela sempre tem razão (sim arrogância é outra "qualidade" dela), é amável, trabalhadora, não bebe, não fuma, não gosta de nada que seja considerado errado, sempre em busca do corpo perfeito (sim é vaidosa ao cubo), só sabe criticar os outros, fica dando indiretas em relação ao corpo dos outros sobre gordurinhas etc.

Enfim, ela se acha a perfeita mas no fundo é uma grande imbecíl.

despedida, parte 4.

o homem encara a mulher nos olhos
e uma gota de lágrimas cai
pelo rosto (dele)
e ele continua a encarando
e ela se sente subitamente tocada
e passa a o entender
e percebe que não é só ela que está triste, ele também chora, ele também se importa

o que ela não percebe é que o homem continua a encará-la nos olhos e que ninguém que está realmente chorando faz isso e que o certo era ele esconder o rosto o certo era ele virar a cara para o outro lado e ela achar que ele a estava ignorando quando na verdade ele chorava e seria pior para os dois mas não seria essa mentira

ele devia estar piscando
olhando para baixo
pra seu cabelo
pro céu?
nunca pros seus olhos nunca

é mentira.

despedida, parte 3.

não suporto os super...eles são super pontuais, super organizados, super responsáveis, super inteligentes..trabalho com uma menina "super eficiente" (rs) em tudo...a tal ficou grávida, e com ela tinha que ser tudo "corretíssimo". Fez ioga, hidroginástica, alimentação naturalista, nunca mais tomou café, nunca mais comeu uma coxinha, nada de som alto .....sabem o que aconteceu? nasceu um bebê super problemático, agora faz 6 meses que ela não dorme direito, ele só chora.....adiantou ela ser "super corretíssima"? rsrsrsrsrs