Mostrando postagens com marcador um pequeno leão.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador um pequeno leão.. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, dezembro 29, 2008

parte: um leão morde a própria orelha num show de mágica

Marcos a olhava nos olhos e sorria, ela, idem; mãos dadas os dois num pequeno banco de praça de um parque vazio na manhã mais fria do ano de 2008. Já eram um ou dois meses? Foram bons e verdadeiros, cada vez os abraços mais fortes e mais inteiros e entreguistas (cada vez mais nus), ele também a tocava, agora, os jogos eram mútuos e seguros e sempre em frente, ‘Eu te amo, Marcos’. Marcos abriu a boca e desviou os olhos.

parte: um pequeno leão encontra seu verdadeiro dono

Ele estava com a garota a primeira vez, no abraço ele já percebera alguma coisa nela e em suas intenções, sentira como ela o tocava de corpo inteiro, como era um abraço completo e quase já entreguista logo no primeiro encontro, no primeiro beijo no rosto e quando o apresentaram como Marcos à garota loira e ela sorrira e dissera que era mentira, que o nome dele era Leãozinho, por causa dos olhos dele que a olhavam nos olhos, mas de esguelha, de soslaio, de indireto; riram todos, e ele sentira o orgulho fervilhando diferentemente. Não era de Leão, mas e daí?

parte: um leão é sempre um rei

Marcos a segurava pelos cabelos quando fazia por trás, sussurrava alguma coisa quando estava quase lá; alguma coisa era sempre ‘eu te amo’. Nunca nos olhos dela, nunca.