No dia em que descobri AQUILO já era tarde demais, ao menos eu achava, tanto tempo se passara sem que eu me desse conta de que era simples pra caramba tudo nessa vida. Mas eu perdi um monte de oportunidades antes disso, não pude enxergar que DEUS existe e está logo aqui, é cada uma das pessoas que descobrem aquele quê especial da vida.
Eu busquei tanto tempo, fora de mim, mas estava dentro. É só uma fagulhinha, é a diferença entre os que são e os que estão. E só descobri naquela hora. Era AQUILO, mas já era ISSO e até ISTO. Era tudo.
Peguei minhas coisas e ia sair de casa, mas a culpa de não ter feito nada do que podia ter feito começou a me tomar completamente. Afinal, eu já sabia antes, eu sempre soube. Nunca aproveitara por pura ignorância. Imbecil, imbecil, não parava de repetir na minha cabeça.
Tanta coisa pra aproveitar! Tantas coisas que deixei passar, sem nem perceber. Ignorante, estúpido e mais um monte de coisa. Joguei-me ao chão, agonizante. Batia a cabeça.
Até que percebi que estava desperdiçando tudo que finalmente descobri e saí de casa.
segunda-feira, julho 10, 2006
quarta-feira, junho 28, 2006
Indestino.
Os jovens aventureiros finalmente encurralam o assombroso Senhor do Mal, que sem outra escolha prepara-se para lutar. Mas antes, os heróis o bombardeiam com uma explosão de insultos morais:
"Você é um homem cruel e tirano, deve morrer por nossas mãos! Somos a Justiça em pessoa e viemos para lhe matar."
"Vamos, rende-se que assim não o mataremos! Seu reino termina por aqui, seu calhorda!"
E por aí vai. O malvado olha para frente, cheio de ira. Pensa com ele mesmo que são cinco heróis descerebrados e completamente despreparados, que estão entupidos de moral ridícula até o intestino, passando obviamente por lá.
"Olha aqui", começa o malévolo, "não fui eu que matei mais de milhar em uma semana. Nem sou eu o intolerante aqui... Nunca destruí pessoas simplesmente por serem antagônicas a mim, mas simplesmente por serem opostas à evolução da nação", pigarreia um pouco, "sou apenas um bom governante, e as pessoas que me acham ruim é que são podres e deturpadas. Além disso, eu não sou um estereótipo ambulante que nem vocês, embora vocês realmente tentem me tornar um com essa baboseira de 'Senhor do Mal'".
Eles olham atônitos para o Distribuidor Mau da Maldade Tão do Mal que Mal Conseguimos Agüentá-la.
"Que merda é essa?" pergunta o de vermelho.
"É, que merda é essa?" e agora é a vez do azul.
As perguntas eram tanto para o Senhor das Trevas quanto para o diretor, que resolve então parar tudo.
"João, que merda é essa?" é a resposta-pergunta do diretor, direcionada ao Ator Que Faz o Mal Sempre.
"Cansei disso tudo. Eu tentei falar minha fala e não consegui."
"Mas a fala era 'Venham para a morte, então! Eu nunca desistirei!', era fácil, como assim não conseguiu?!"
Os power-rangers Cruzados vão tomar água e tirar a roupa cheia de suor um pouco.
"Não consegui por isso mesmo. Essa bosta de roteiro é sempre a mesma coisa!"
"É o que vende!"
E agora a câmera dá um close na cara do Ator Indignado, que franze o cenho preparando o grito:
"Então eu me demito dessa mediocridade ridícula! E espero que vocês passem o resto da vida filmando essas coisas ridículas para crianças de sete anos com mentalidade de um e meio. Vão à merda!"
- Corta! - diz o diretor, escondido da câmera - muito bom o trabalho, Carlos. Você ficou muito convincente como João... Ei, Max Overseas, gostei de sua interpretação de ator interpretando o Ricardo Coração-de-Pavão! E pedrinho, acho que você devia carregar mais o "Que merda é essa, João?"... Tenta pôr mais ênfase na merda. Vamo lá, todo mundo. Pausa de cinco minutinhos e vamo tentar de novo!
"Você é um homem cruel e tirano, deve morrer por nossas mãos! Somos a Justiça em pessoa e viemos para lhe matar."
"Vamos, rende-se que assim não o mataremos! Seu reino termina por aqui, seu calhorda!"
E por aí vai. O malvado olha para frente, cheio de ira. Pensa com ele mesmo que são cinco heróis descerebrados e completamente despreparados, que estão entupidos de moral ridícula até o intestino, passando obviamente por lá.
"Olha aqui", começa o malévolo, "não fui eu que matei mais de milhar em uma semana. Nem sou eu o intolerante aqui... Nunca destruí pessoas simplesmente por serem antagônicas a mim, mas simplesmente por serem opostas à evolução da nação", pigarreia um pouco, "sou apenas um bom governante, e as pessoas que me acham ruim é que são podres e deturpadas. Além disso, eu não sou um estereótipo ambulante que nem vocês, embora vocês realmente tentem me tornar um com essa baboseira de 'Senhor do Mal'".
Eles olham atônitos para o Distribuidor Mau da Maldade Tão do Mal que Mal Conseguimos Agüentá-la.
"Que merda é essa?" pergunta o de vermelho.
"É, que merda é essa?" e agora é a vez do azul.
As perguntas eram tanto para o Senhor das Trevas quanto para o diretor, que resolve então parar tudo.
"João, que merda é essa?" é a resposta-pergunta do diretor, direcionada ao Ator Que Faz o Mal Sempre.
"Cansei disso tudo. Eu tentei falar minha fala e não consegui."
"Mas a fala era 'Venham para a morte, então! Eu nunca desistirei!', era fácil, como assim não conseguiu?!"
Os power-rangers Cruzados vão tomar água e tirar a roupa cheia de suor um pouco.
"Não consegui por isso mesmo. Essa bosta de roteiro é sempre a mesma coisa!"
"É o que vende!"
E agora a câmera dá um close na cara do Ator Indignado, que franze o cenho preparando o grito:
"Então eu me demito dessa mediocridade ridícula! E espero que vocês passem o resto da vida filmando essas coisas ridículas para crianças de sete anos com mentalidade de um e meio. Vão à merda!"
- Corta! - diz o diretor, escondido da câmera - muito bom o trabalho, Carlos. Você ficou muito convincente como João... Ei, Max Overseas, gostei de sua interpretação de ator interpretando o Ricardo Coração-de-Pavão! E pedrinho, acho que você devia carregar mais o "Que merda é essa, João?"... Tenta pôr mais ênfase na merda. Vamo lá, todo mundo. Pausa de cinco minutinhos e vamo tentar de novo!
domingo, junho 25, 2006
Cadela!
"Doutor, você tem que me ajudar.
Eu olhei para o banco de passageiros de meu carro e onde ninguém estivera, agora havia um de meus pacientes, um dos casos mais graves, intensos e esquisitos. Certamente merecia todo o meu interesse, mas
"Agora não. Sézar, você precisa esperar sua hora! Eu sou um profissional...
Respondi então. Além do mais, atender pessoas em meu próprio carro não dava dinheiro algum. Entretanto, apesar de minha disposição de simplesmente ignorá-lo, a face insana do indivíduo realmente demonstrava, bem, insanidade.
"Doutor, é sério. Eu não agüento mais as torturas daquela cachorra! Eu estou ficando
Louco. Já me falara dessa maldita cadela milhões de vezes, disse que tentara se livrar dela um milhão de vezes, que ela sempre retornava para ele, sempre grudada em suas pernas, puxando-o para o Inferno. Não aceitava ficar em casa sozinha, apegara-se profundamente a ele, nunca deixava-o em paz.
"Ora, era justamente disso que falávamos na sessão de ontem. E também na de três dias atrás, e na da semana passada. Estou certo de que você pode esperar mais uma semana até a próxima. Estamos tratando de seu desvio de personalidade
Aos poucos, seu rosto passava a denotar grande sofrimento. Talvez até mais intenso do que da vez em que foi cruelmente atacado por aquela que alimentara e cuidara com tanto carinho. Uma mordida no pescoço, quase fatal.
"Eu matei aquela vaca com um tiro na cabeça. Me ajuda, eu preciso!
Referir-se a um canis familiaris chamando-o de vaca é um tanto peculiar. Não havia motivo para meu espanto, ele já devia ter feito isso há tempos. Felizmente, assassinar uma cadela não era mais grave, e com certeza menos doentio, do que praticar zoofilia e ter um amor incondicional pelo animal.
"Oh... Fico feliz que tenha se livrado dela, que atrapalhou tanto sua vida. Você deve se libertar dela, agora.
Sorri, afável, só talvez um pouquinho nervoso.
"Ajuda a me livrar dela! Eu tô com ela aqui nessa
Mochila de viagem grandíssima foi puxada para dentro do carro, a porta se fechou. Devia ser um animal de porte respeitável, nunca me dissera o porte dele, apenas algo sobre ser de raça alemã, pelos dourados, brilhantes. Sem falar nada, arranquei o carro e fui dirigindo até o centro da cidade.
"Podemos atirá-la no Lago da Memória. Aproveitamos e enterramos toda a sua neurose com este ato, não acha bom?
Ele concordou.
"Sim, doutor. Sim. Ah, finalmente minha vida vai entrar nos eixos, doutor!
Parei no tal Lago, ajudei-o a carregar a mala. Estava muito
"Pesada. Nossa, que mais tem aqui, sr. Sézar?
Ele me olhou surpreso, de soslaio.
"Nada mais. Ouvi falar que os corpos ficam mais pesados depois de mortos.
Concordei. Meus conhecimentos de biologia não iam muito além do pouco que lembrava do vestibular. Mas sabia que, sendo a bolsa de plástico impermeável, era melhor abri-la para não correr o risco de vê-la flutuando, triunfante, por sobre as águas. Peguei o zíper, puxei-o.
"Deus! Isto é
Horroroso! Uma cabeça loura, de pele clara, decapitada. Humana! Na confusão de braços, pernas e sangue percebi um tênue brilho dourado próximo ao pescoço da jovem. Lia-se Suzanna, 6733-4521, entrar em contato caso a encontre na rua.
Eu olhei para o banco de passageiros de meu carro e onde ninguém estivera, agora havia um de meus pacientes, um dos casos mais graves, intensos e esquisitos. Certamente merecia todo o meu interesse, mas
"Agora não. Sézar, você precisa esperar sua hora! Eu sou um profissional...
Respondi então. Além do mais, atender pessoas em meu próprio carro não dava dinheiro algum. Entretanto, apesar de minha disposição de simplesmente ignorá-lo, a face insana do indivíduo realmente demonstrava, bem, insanidade.
"Doutor, é sério. Eu não agüento mais as torturas daquela cachorra! Eu estou ficando
Louco. Já me falara dessa maldita cadela milhões de vezes, disse que tentara se livrar dela um milhão de vezes, que ela sempre retornava para ele, sempre grudada em suas pernas, puxando-o para o Inferno. Não aceitava ficar em casa sozinha, apegara-se profundamente a ele, nunca deixava-o em paz.
"Ora, era justamente disso que falávamos na sessão de ontem. E também na de três dias atrás, e na da semana passada. Estou certo de que você pode esperar mais uma semana até a próxima. Estamos tratando de seu desvio de personalidade
Aos poucos, seu rosto passava a denotar grande sofrimento. Talvez até mais intenso do que da vez em que foi cruelmente atacado por aquela que alimentara e cuidara com tanto carinho. Uma mordida no pescoço, quase fatal.
"Eu matei aquela vaca com um tiro na cabeça. Me ajuda, eu preciso!
Referir-se a um canis familiaris chamando-o de vaca é um tanto peculiar. Não havia motivo para meu espanto, ele já devia ter feito isso há tempos. Felizmente, assassinar uma cadela não era mais grave, e com certeza menos doentio, do que praticar zoofilia e ter um amor incondicional pelo animal.
"Oh... Fico feliz que tenha se livrado dela, que atrapalhou tanto sua vida. Você deve se libertar dela, agora.
Sorri, afável, só talvez um pouquinho nervoso.
"Ajuda a me livrar dela! Eu tô com ela aqui nessa
Mochila de viagem grandíssima foi puxada para dentro do carro, a porta se fechou. Devia ser um animal de porte respeitável, nunca me dissera o porte dele, apenas algo sobre ser de raça alemã, pelos dourados, brilhantes. Sem falar nada, arranquei o carro e fui dirigindo até o centro da cidade.
"Podemos atirá-la no Lago da Memória. Aproveitamos e enterramos toda a sua neurose com este ato, não acha bom?
Ele concordou.
"Sim, doutor. Sim. Ah, finalmente minha vida vai entrar nos eixos, doutor!
Parei no tal Lago, ajudei-o a carregar a mala. Estava muito
"Pesada. Nossa, que mais tem aqui, sr. Sézar?
Ele me olhou surpreso, de soslaio.
"Nada mais. Ouvi falar que os corpos ficam mais pesados depois de mortos.
Concordei. Meus conhecimentos de biologia não iam muito além do pouco que lembrava do vestibular. Mas sabia que, sendo a bolsa de plástico impermeável, era melhor abri-la para não correr o risco de vê-la flutuando, triunfante, por sobre as águas. Peguei o zíper, puxei-o.
"Deus! Isto é
Horroroso! Uma cabeça loura, de pele clara, decapitada. Humana! Na confusão de braços, pernas e sangue percebi um tênue brilho dourado próximo ao pescoço da jovem. Lia-se Suzanna, 6733-4521, entrar em contato caso a encontre na rua.
quarta-feira, junho 21, 2006
Se se morresse de amor.
Amor mata em Vila-Província e tem sua prisão decretada
Jovem suicida-se por amor não correspondido e MP é aprovada proibindo o amor para menores
Reportagem Roberto d'Abreu
Ontem (20/06, terça-feira) , às 19h23min, morreu o jovem S.S.A.F., de 16 anos, ao suicidar-se injetando ar em suas próprias veias. S.S.A.F. amava uma garota que o "ignorava constantemente e, quando me dava alguma atenção, era apenas para me humilhar", segundo informações do diário do garoto.
"Isso é terrível", disse à Redação a mãe do garoto, "o Estado devia educar as pessoas e mostrar que o amor é errado", completou.
"É realmente um absurdo que não haja um desencorajamento em relação ao amor", comentou o pai, muito revoltado com a injustiça que acontecera com seu filho. De família de extrema direita, S.S.A.F. tinha bom rendimento escolar, e parecia totalmente são. "O amor estragou meu filho. Se o governo fosse mais responsável, uma coisa dessas não aconteceria!"
Entendendo a importância do caso, medidas rápidas foram tomadas no Congresso Nacional. Foi aprovada ainda ontem uma Medida Provisória que proíbe o amor entre menores de idade. Segundo assessor do governo, o amor mata milhares de pessoas por ano e deve ser evitado a todo custo. "Uma grande redução nos crimes de paixão e nos índices de suicídios deve ocorrer em um intervalo curto de tempo", explicou o sociólogo Herbert Naizsm.
Entre os adolescentes, não fica clara qual a posição deles em relação à nova proibição. Enquanto a maioria afirma ser uma medida ditatorial e sem cabimento, há alguns poucos que louvaram a decisão, dizendo que a vida tornar-se-á muito melhor sem o complicado amor pelo caminho.
O Presidente fará um discurso amanhã, às 19h23min em rede nacional, tratando do assunto.
Jovem suicida-se por amor não correspondido e MP é aprovada proibindo o amor para menores
Reportagem Roberto d'Abreu
Ontem (20/06, terça-feira) , às 19h23min, morreu o jovem S.S.A.F., de 16 anos, ao suicidar-se injetando ar em suas próprias veias. S.S.A.F. amava uma garota que o "ignorava constantemente e, quando me dava alguma atenção, era apenas para me humilhar", segundo informações do diário do garoto.
"Isso é terrível", disse à Redação a mãe do garoto, "o Estado devia educar as pessoas e mostrar que o amor é errado", completou.
"É realmente um absurdo que não haja um desencorajamento em relação ao amor", comentou o pai, muito revoltado com a injustiça que acontecera com seu filho. De família de extrema direita, S.S.A.F. tinha bom rendimento escolar, e parecia totalmente são. "O amor estragou meu filho. Se o governo fosse mais responsável, uma coisa dessas não aconteceria!"
Entendendo a importância do caso, medidas rápidas foram tomadas no Congresso Nacional. Foi aprovada ainda ontem uma Medida Provisória que proíbe o amor entre menores de idade. Segundo assessor do governo, o amor mata milhares de pessoas por ano e deve ser evitado a todo custo. "Uma grande redução nos crimes de paixão e nos índices de suicídios deve ocorrer em um intervalo curto de tempo", explicou o sociólogo Herbert Naizsm.
Entre os adolescentes, não fica clara qual a posição deles em relação à nova proibição. Enquanto a maioria afirma ser uma medida ditatorial e sem cabimento, há alguns poucos que louvaram a decisão, dizendo que a vida tornar-se-á muito melhor sem o complicado amor pelo caminho.
O Presidente fará um discurso amanhã, às 19h23min em rede nacional, tratando do assunto.
terça-feira, junho 20, 2006
yatagarasu
mittsu no ashi
shikashi yattsu no hane
yatagarasu ga mottekite
otaiyou to shiawase
Em tradução livre:
o corvo de três patas
mas oito penas
voa trazendo o sol
e alegrias pequenas
domingo, junho 18, 2006
Novidades.
"[...]
Obrigado por sua carta, eu achava que vocês todos já tinham me esquecido! Está tudo bem por aqui sim, ou melhor, eu tive alguns probleminhas, mas quase todos já passaram.
[...]
Adivinha que eles me escolheram? Não, claro que não, não foi assim uma simples escolha, eu tive que batalhar pra conseguir a vaga. Pois é, eu serei um deles.
[...]
Não tive notícias da Aninha, como foi a cirurgia dela? É verdade que ela só tem um terço do estômago, agora? Ela já emagreceu?
[...]
Eu acho que eu volto para aí no final do ano. Vão fazer uma festinha, né? Pois bem, eu quero aquele champanhe ótimo daquela região lá. Além de tudo, eu acho que vou trazê-lo comigo!
[...]
Saudades de todos vocês! Abraços e beijos, do amigo seu,
[...]"
Obrigado por sua carta, eu achava que vocês todos já tinham me esquecido! Está tudo bem por aqui sim, ou melhor, eu tive alguns probleminhas, mas quase todos já passaram.
[...]
Adivinha que eles me escolheram? Não, claro que não, não foi assim uma simples escolha, eu tive que batalhar pra conseguir a vaga. Pois é, eu serei um deles.
[...]
Não tive notícias da Aninha, como foi a cirurgia dela? É verdade que ela só tem um terço do estômago, agora? Ela já emagreceu?
[...]
Eu acho que eu volto para aí no final do ano. Vão fazer uma festinha, né? Pois bem, eu quero aquele champanhe ótimo daquela região lá. Além de tudo, eu acho que vou trazê-lo comigo!
[...]
Saudades de todos vocês! Abraços e beijos, do amigo seu,
[...]"
quarta-feira, junho 07, 2006
Bobagem metalingüística.
- dicionário
- do b. Lat. dictionariu < Lat. dictione, locução
- s. m.,
- conjunto dos vocábulos de uma língua ou dos termos próprios de uma ciência ou arte, dispostos por ordem alfabética e com a respectiva significação ou a sua versão noutra língua.
- do b. Lat. dictionariu < Lat. dictione, locução
segunda-feira, junho 05, 2006
Lá no PC!
Isto vai completamente contra a conduta deste blog, mas sendo ele nada mais do que um blog, creio que não se manifestará contrário ao que vou dizer:
Tenho que escrever o texto introdutório do blog Lá no PC!, que é, obviamente, o blog do Plano C. Mas não está fácil. É uma responsabilidade relativamente grande, é difícil fazer textos introdutórios decentes.
Acho que não vou sair muito do básico.
É isso aí.
Tenho que escrever o texto introdutório do blog Lá no PC!, que é, obviamente, o blog do Plano C. Mas não está fácil. É uma responsabilidade relativamente grande, é difícil fazer textos introdutórios decentes.
Acho que não vou sair muito do básico.
É isso aí.
quinta-feira, junho 01, 2006
Minha utopia de estimação.
Apenas o silêncio e o nada podem ser realmente perfeitos. A falta de algo é a única coisa sem falha alguma, sem absolutamente nada. Mas como já discuti anteriormente, não sei se realmente é possível alcançar o nada.
Eu gostaria que fosse. Eu realmente espero que ao fim de minha vida tudo se torne... ah, bem, para que evitar a repetição, quando necessária? Bem, que tudo se torne nada.
O mundo dando lugar ao não-mundo e mais toda essa baboseira (hah.) teórica. O fato é que vocês não deviam se preocupar em ler este post. É um vazio, não tentem buscar algo no que não existe.
Obrigado.
Eu gostaria que fosse. Eu realmente espero que ao fim de minha vida tudo se torne... ah, bem, para que evitar a repetição, quando necessária? Bem, que tudo se torne nada.
O mundo dando lugar ao não-mundo e mais toda essa baboseira (hah.) teórica. O fato é que vocês não deviam se preocupar em ler este post. É um vazio, não tentem buscar algo no que não existe.
Obrigado.
quinta-feira, maio 25, 2006
Resposta à Camila:
"Olá, meu nome é Camila e eu gostaria de saber passo a passo como conquistar uma garota. 88. xD"
Obrigado por entrar em contato conosco. Não posso falar por minhas próprias palavras, mas existe um livro do renomado Ricardo Koiti d'Abreu que diz "como chegar em uma garota". Segue-se o extrato adiante:
"Se há algo que é universalmente aceito como primeira frase ao 'chegar' numa garota, este algo é a milenaríssima [haha] frase:
'Oi.'
E há também o resto, que pode ser 'Meu nome é tal' ou 'Você tem uma cola para me emprestar?' ou até mesmo 'Eu vi você sentada, sozinha, nesse banco, olhando fixamente para lá, como que se esperasse alguém. Eu também espero alguém, posso sentar aqui?' 'Pode, oras, o banco é público" e ela ri-se, e aí você já vem com 'Esperando o namorado?' 'De que te interessa?' 'Nada, só curiosidade. Eu espero amigos, mas acho que eles não mais vêm.' 'Eu espero meu carona.' 'Que é seu namorado, presumo.' 'Meu irmão.' 'Então há chances.' 'Chances? O que você ach...' 'Chances dele não atrasar tanto. Namorados estão sempre desgraçadamente atrasados!' 'E qual a sua experiência com namorados? É um deles ou tem um deles?' E desta vez você sorri, 'Nenhum dos dois, nem tenho nem sou. Tampouco tenho namorada, e também me parece difícil que eu seja uma.' 'Realmente, parece.' 'E meu nome é de homem, chamo-me Carlos.' 'Que coincidência, eu sou Clara!' 'Clara crocodilo?' 'Ahn?' 'Haha, nada não.' 'Ah.' 'Pois foi um prazer conhecê-la, acho que já devo ir embora.' 'Mas e seus amigos?' 'Já se atrasaram mais de hora. E seu irmão?' 'Só chega daqui a quarenta minutos, estava apenas a divagar um pouco, a olhar os carros em movimento, esperando algo acontecer.' 'Pois aconteceu. Aceita comer algo no Gopala?' 'Eu já comi...' 'Então tenho uma idéia melhor. Garanto que em meia hora estamos de volta.' 'E o que é?' 'Segredo. Vem comigo?' 'Vou.'"
Obrigado pela assuidade e pela coragem de mandar esta dúvida!
Obrigado por entrar em contato conosco. Não posso falar por minhas próprias palavras, mas existe um livro do renomado Ricardo Koiti d'Abreu que diz "como chegar em uma garota". Segue-se o extrato adiante:
"Se há algo que é universalmente aceito como primeira frase ao 'chegar' numa garota, este algo é a milenaríssima [haha] frase:
'Oi.'
E há também o resto, que pode ser 'Meu nome é tal' ou 'Você tem uma cola para me emprestar?' ou até mesmo 'Eu vi você sentada, sozinha, nesse banco, olhando fixamente para lá, como que se esperasse alguém. Eu também espero alguém, posso sentar aqui?' 'Pode, oras, o banco é público" e ela ri-se, e aí você já vem com 'Esperando o namorado?' 'De que te interessa?' 'Nada, só curiosidade. Eu espero amigos, mas acho que eles não mais vêm.' 'Eu espero meu carona.' 'Que é seu namorado, presumo.' 'Meu irmão.' 'Então há chances.' 'Chances? O que você ach...' 'Chances dele não atrasar tanto. Namorados estão sempre desgraçadamente atrasados!' 'E qual a sua experiência com namorados? É um deles ou tem um deles?' E desta vez você sorri, 'Nenhum dos dois, nem tenho nem sou. Tampouco tenho namorada, e também me parece difícil que eu seja uma.' 'Realmente, parece.' 'E meu nome é de homem, chamo-me Carlos.' 'Que coincidência, eu sou Clara!' 'Clara crocodilo?' 'Ahn?' 'Haha, nada não.' 'Ah.' 'Pois foi um prazer conhecê-la, acho que já devo ir embora.' 'Mas e seus amigos?' 'Já se atrasaram mais de hora. E seu irmão?' 'Só chega daqui a quarenta minutos, estava apenas a divagar um pouco, a olhar os carros em movimento, esperando algo acontecer.' 'Pois aconteceu. Aceita comer algo no Gopala?' 'Eu já comi...' 'Então tenho uma idéia melhor. Garanto que em meia hora estamos de volta.' 'E o que é?' 'Segredo. Vem comigo?' 'Vou.'"
Obrigado pela assuidade e pela coragem de mandar esta dúvida!
domingo, maio 21, 2006
A tênue linha entre o amor e o ódio (caixa-baixa).
- Eu te amo.
"Diabos, foi inevitável. Eu precisava dizer essas palavras, essas malditas palavras. Burro, burro, ela vai... Ela não vai gostar!"
- Por favor, não fique quieta...
"Isso não é bom. Não pode ser bom. O quê? Que resposta absurda!"
- Como assim "estou louco"?
"Ela parece estar quase lacrimejando, os olhos dela..."
- Mas... Você esteve comigo todo esse tempo, andando comigo, conversando comigo... Me dando bola...
"Não acredito!"
- Eu te entendi errado? Mas que droga! E os seus olhares?
"Ela... não. Droga."
- Você olha assim pra todo mundo? Você acha que eu sou idiota?
"Vadia, cadela, ficou insinuando-se todo esse tempo e agora... Puta!"
- Você não respondeu: você acha que eu sou idiota?
"Se eu pudesse, eu acertava uma na cara dessa vagabunda."
- Pode jogar na minha cara, vai! Você só tava brincando comigo, né?
"..."
- Enfia essas desculpas no seu rabo!
"Ainda tem a coragem de fingir o pranto..."
- Não importa nada dessa merda! Eu te odeio, sua vaca. Eu te... odeio.
"Vamos, chora de verdade!"
- Isso, vai embora! Vai pegar outro otário!
"É... Nem gostava dela, mesmo."
"Diabos, foi inevitável. Eu precisava dizer essas palavras, essas malditas palavras. Burro, burro, ela vai... Ela não vai gostar!"
- Por favor, não fique quieta...
"Isso não é bom. Não pode ser bom. O quê? Que resposta absurda!"
- Como assim "estou louco"?
"Ela parece estar quase lacrimejando, os olhos dela..."
- Mas... Você esteve comigo todo esse tempo, andando comigo, conversando comigo... Me dando bola...
"Não acredito!"
- Eu te entendi errado? Mas que droga! E os seus olhares?
"Ela... não. Droga."
- Você olha assim pra todo mundo? Você acha que eu sou idiota?
"Vadia, cadela, ficou insinuando-se todo esse tempo e agora... Puta!"
- Você não respondeu: você acha que eu sou idiota?
"Se eu pudesse, eu acertava uma na cara dessa vagabunda."
- Pode jogar na minha cara, vai! Você só tava brincando comigo, né?
"..."
- Enfia essas desculpas no seu rabo!
"Ainda tem a coragem de fingir o pranto..."
- Não importa nada dessa merda! Eu te odeio, sua vaca. Eu te... odeio.
"Vamos, chora de verdade!"
- Isso, vai embora! Vai pegar outro otário!
"É... Nem gostava dela, mesmo."
segunda-feira, maio 15, 2006
Reino do Terror?
A vontade brasileira de imitar os estrangeiros, em especial os americanos, finalmente pôde ser satisfeita, na cidade de São Paulo.
Temos nossos terroristas aqui, muito menos ortodoxos que os do Oriente Médio e, certamente, menos suicidas que os mesmos. Mas eles são terroristas e fazem seus ataques flamboyant, ou ao menos fingem que fazem.
Sem querer desmerecer os mortos pelos atentados do PCC. Eles existem e eu não duvido disso. Mas hoje, em minha prezadíssima escola (sem ironias), presenciei o efeito do medo nas pessoas. Ou, como elas mesmas dizem, "não é medo, é só pra garantir que nada ruim acontecerá" ou "não sou eu, são meus pais".
Eu acredito. Mas são estes aspectos que caracterizam a indústria do medo: há uma ameaça real, e qualquer um pode sofrer com ela. Portanto, compremos todos máscaras de gás e fuzis!
Além disso, nota-se a presença de diversos boatos inconsistentes, mas que numa situação calamitosa soam verossímeis:
A estação Sé foi metralhada! A Ana Rosa também! Bombardearam o Paraíso!
Puxa vida! Até o Éden está sendo atacado? Os bandidos são tão poderosos que têm poder também no pós-vida?
Bang bang, para vocês.
PS: Voltei mais cedo do que planejara para casa no dia de hoje, com meu papai. Só por precaução, claro.
Temos nossos terroristas aqui, muito menos ortodoxos que os do Oriente Médio e, certamente, menos suicidas que os mesmos. Mas eles são terroristas e fazem seus ataques flamboyant, ou ao menos fingem que fazem.
Sem querer desmerecer os mortos pelos atentados do PCC. Eles existem e eu não duvido disso. Mas hoje, em minha prezadíssima escola (sem ironias), presenciei o efeito do medo nas pessoas. Ou, como elas mesmas dizem, "não é medo, é só pra garantir que nada ruim acontecerá" ou "não sou eu, são meus pais".
Eu acredito. Mas são estes aspectos que caracterizam a indústria do medo: há uma ameaça real, e qualquer um pode sofrer com ela. Portanto, compremos todos máscaras de gás e fuzis!
Além disso, nota-se a presença de diversos boatos inconsistentes, mas que numa situação calamitosa soam verossímeis:
A estação Sé foi metralhada! A Ana Rosa também! Bombardearam o Paraíso!
Puxa vida! Até o Éden está sendo atacado? Os bandidos são tão poderosos que têm poder também no pós-vida?
Bang bang, para vocês.
PS: Voltei mais cedo do que planejara para casa no dia de hoje, com meu papai. Só por precaução, claro.
quinta-feira, abril 27, 2006
Interlúdio.
Então ele disse, Não pode haver motivo para alarde, Não, perguntou o outro, Não mesmo, é certeza que isto dará certo, não há o que temer, respondeu o primeiro. Mas será que nada dará errado mesmo, insistiu o segundo, inseguro, Assim, eu não sei se a chance é tão pequena assim, É sim, eu já te disse, gritou o segundo, Mas se as chances são pequenas significa que elas existem, Eu não disse que não existiam, Disse sim, você falou que era certeza, Falei por falar, não há como ter certeza, poxa.
segunda-feira, abril 17, 2006
Orações subordinadas adjetivas.
Nota-se com facilidade que das muitas coisas que falamos quando realizamos uma discussão que tem como objetivo explicar as idéias que queremos mostrar, assim como somá-las às outras que queremos dizer, usamos extensivamente as orações subordinadas adjetivas, que se utilizam de outras frases que podem dar outras informações mais profundas que poderão assim definir melhor as coisas que devem ser discutidas ou que devem ser limitadas, havendo casos em que se deve e em outros em que não se deve utilizar a vírgula. Vemos então que o estudo das orações que foi realizado em nossas séries fundamentais realmente é útil em todas as situações que necessitam de uma subordinação, que é adjetiva.
=
Adorno demais é igual a transtorno.
Ou, em outras palavras:
Adorno que é utilizado em demasia é igual a transtorno que é causado justamente pelo uso excessivo de expressões que acabam por ser repetições de palavras e idéias que já foram amplamente entendidas.
=
Adorno demais é igual a transtorno.
Ou, em outras palavras:
Adorno que é utilizado em demasia é igual a transtorno que é causado justamente pelo uso excessivo de expressões que acabam por ser repetições de palavras e idéias que já foram amplamente entendidas.
quinta-feira, abril 13, 2006
Quatro bimestres elevados a três!
Isto está sob manutenção. Pois é, enganei vocês, esse post pode se modificar por si próprio. Hahaha.
domingo, abril 09, 2006
Somando críticas
Poemas
Não se fazem
De versos
!
Poemas
Não se fazem
De versos
Não!
Poemas
Não se fazem
Não,
Não!
Poemas
Não,
Não,
Não!
Não;
Não,
Não,
Não!
Nem de estrofes.
Não se fazem
De versos
!
Poemas
Não se fazem
De versos
Não!
Poemas
Não se fazem
Não,
Não!
Poemas
Não,
Não,
Não!
Não;
Não,
Não,
Não!
Nem de estrofes.
segunda-feira, abril 03, 2006
Nova Litera!
Tomei como missão pessoal participar do desenvolvimento da Nova Literatura. Não que ela realmente necessite de muitos elementos novos e inovadores, mas... De certa forma, quero participar da Literatura. Da nossa literatura, a que será feita daqui a algumas décadas.
literatura - s.f
o exercício da eloquência e da poesia;
conjunto de produções literárias de um país ou de uma época;
carreira das letras.
- de cordel: literatura de baixa qualidade.
Será possível haver uma literatura comercial sem ser de cordel? Há diversos exemplos bons, e mais diversos - e perversos- desanimadores.
Seja como for, eu, em minha ambição um tanto infantil, produzo. Embora caros amigos meus no ofício das artes digam que é uma tremenda tolice, arrisco até a escrever um livro. Não sou grande adepto de teoria antes de ação, mas levo o lema teoria é ação anotado em meu caderno humilde e malenque.
Não espero que realmente haja espaço para mim, mas tenho esperanças de poder abrir meu próprio espaço, meu próprio nicho. E viver disso, somente disso algum dia, quem sabe.
Desenvolver algo novo. Nova Litera. Alguns companheiros dizem que estão comigo nessa luta, os mesmos (o mesmo) que me desencorajam a seguir em frente com meu livreco. Com opiniões divergentes ou não, espero conseguir aliados.
Pela Nova Letra!
- do Lat. literratura
o exercício da eloquência e da poesia;
conjunto de produções literárias de um país ou de uma época;
carreira das letras.
- de cordel: literatura de baixa qualidade.
Será possível haver uma literatura comercial sem ser de cordel? Há diversos exemplos bons, e mais diversos - e perversos- desanimadores.
Seja como for, eu, em minha ambição um tanto infantil, produzo. Embora caros amigos meus no ofício das artes digam que é uma tremenda tolice, arrisco até a escrever um livro. Não sou grande adepto de teoria antes de ação, mas levo o lema teoria é ação anotado em meu caderno humilde e malenque.
Não espero que realmente haja espaço para mim, mas tenho esperanças de poder abrir meu próprio espaço, meu próprio nicho. E viver disso, somente disso algum dia, quem sabe.
Desenvolver algo novo. Nova Litera. Alguns companheiros dizem que estão comigo nessa luta, os mesmos (o mesmo) que me desencorajam a seguir em frente com meu livreco. Com opiniões divergentes ou não, espero conseguir aliados.
Pela Nova Letra!
Anotações sobre a Magia (matemática).
Nota: Estou utilizando meu blog como rascunho para minhas idéias. Não liguem.
A magia de Quadratta tem lá suas similaridades com a 'magia' da trilogia 'Matrix'. Basicamente, trata-se de quebrar limites. Também trata-se de números.
A questão aqui é que o universo de Quadratta é fruto de uma inequação de uma mente inadequada. Além disso, as leis numéricas regem o mundo de Quadratta. Mas... Até que ponto? Talvez o significado esteja além de simplesmente controlar as ações da população.
Com a matemática apenas talvez seja possível modificar o mundo. Afinal, porque a matemática precisa ser apenas uma idéia, e não um conceito real? A força dos homens é potente o suficiente para isso, em meu mundo cúbico.
Sendo assim, é possível voar, simplesmente caindo para cima, alterando o sinal da aceleração da gravidade. É possível um sem-fim de coisas, limitado apenas por números. Números... Então, Elevado a Três tornar-se-á um novo Harry Potter?
Nunca.
Entretanto, o contraste racionalidade/magia é interessante, embora não tão inédito. Mas acredito que posso sim inovar, de certa forma.
Afinal, quem determina as verdades de meu universo sou eu, e apenas eu. Mesmo que eles nunca saibam que estão errados, que todos acreditem numa besteira qualquer, eu saberei a verdade.
Escrever é bom.
Fim de devaneios.
A magia de Quadratta tem lá suas similaridades com a 'magia' da trilogia 'Matrix'. Basicamente, trata-se de quebrar limites. Também trata-se de números.
A questão aqui é que o universo de Quadratta é fruto de uma inequação de uma mente inadequada. Além disso, as leis numéricas regem o mundo de Quadratta. Mas... Até que ponto? Talvez o significado esteja além de simplesmente controlar as ações da população.
Com a matemática apenas talvez seja possível modificar o mundo. Afinal, porque a matemática precisa ser apenas uma idéia, e não um conceito real? A força dos homens é potente o suficiente para isso, em meu mundo cúbico.
Sendo assim, é possível voar, simplesmente caindo para cima, alterando o sinal da aceleração da gravidade. É possível um sem-fim de coisas, limitado apenas por números. Números... Então, Elevado a Três tornar-se-á um novo Harry Potter?
Nunca.
Entretanto, o contraste racionalidade/magia é interessante, embora não tão inédito. Mas acredito que posso sim inovar, de certa forma.
Afinal, quem determina as verdades de meu universo sou eu, e apenas eu. Mesmo que eles nunca saibam que estão errados, que todos acreditem numa besteira qualquer, eu saberei a verdade.
Escrever é bom.
Fim de devaneios.
sábado, abril 01, 2006
Acabou o sonho.
Pois é, minha gente. Não quero ser mais escritor.
Caí na real: eu escrevo mal pra caramba. Não domino figuras de linguagem, não tenho a menor noção de estilo... Sou mais um imbecil achando que sabe escrever alguma coisinha.
Acabou. O livro que eu vinha escrevendo, o Elevado a Três, morreu também. Não vou continuar mais.
Também acabou meu sonho de algum dia publicá-lo, obviamente. Meu estilo cru e medíocre me irritou tanto que agora me cansei.
Para todos que acreditavam em mim, muito obrigado.
Para os outros que torciam pela minha derrota: vocês estavam certos.
Caí na real: eu escrevo mal pra caramba. Não domino figuras de linguagem, não tenho a menor noção de estilo... Sou mais um imbecil achando que sabe escrever alguma coisinha.
Acabou. O livro que eu vinha escrevendo, o Elevado a Três, morreu também. Não vou continuar mais.
Também acabou meu sonho de algum dia publicá-lo, obviamente. Meu estilo cru e medíocre me irritou tanto que agora me cansei.
Para todos que acreditavam em mim, muito obrigado.
Para os outros que torciam pela minha derrota: vocês estavam certos.
quinta-feira, março 30, 2006
Preconceito.
Desculpem, mas este será um post indignado.
Tive uma discussão com minha mãe agora há pouco. Resolvi, experimentalmente, contar pra ela que usei uma saia hoje. Infelizmente, a reação dela passou um tanto do esperado e calculado.
Eu imaginava que ela acharia bobagem, perguntaria porque diabos eu vesti a saia e outras coisas do tipo. Foi engraçado ver que ela disse "Ah, se seu pai fica sabendo disso", e depois "Espera só seu pai saber disso".
E me deu todo um sermão sobre a impressão das outras pessoas. Falou que se eu queria me travestir, era melhor eu já avisar pra ela já ir se preparando. Disse também que meus amigos (hah, meus AMIGOS) falariam de mim pelas costas, me chamando de viado e tralala. E ressaltou que eu falo que não me importo porque não sei em que dimensão isso pode chegar.
Pois eu pergunto:
Até onde o preconceito pode chegar?
Eu tenho plena convicção de minha "escolha" sexual, e tenho certeza que todos os meus amigos de verdade sabem que sou hétero, e mesmo que eu não fosse, não ligariam para isso.
Tenho plena convicção também que o ambiente da Federal não possui muitas pessoas que julgam as outras nesse sentido. Elas podem até pensar: "Olha que bicha!" ou até comentar isso com alguém do lado, mas podem também mudar de opinião caso convivam melhor com a pessoa.
Por que a censura de minha mãe (que, aliás, ouviu um discurso inflamado meu, em defesa de meus ideais [que se resumem a: a saia é bonita, é confortável e é divertida de usar, não há porque censurar isso] e dos alunos da CEFET-SP)? Digo, ela é uma pessoa inteligente, com acesso a bastante informação.
Por que essa vontade intensa de manter os seus mesmos valores? Eu não estava pedindo para colocar um piercing, muito menos tatuar-me. Aliás, nem pedia nada. Apenas mostrei o que eu tinha feito nesse dia.
Aliás, ela concordou com a postura da escola (de proibir a saia masculina).
Eu acho isso absurdo. São valores portugueses que perduram até hoje e que já deviam ter sido quebrados há muito. Somos um povo tropical, ora bolas!
E... Tá, esse post foi uma bobagem só. Mas vou deixá-lo por aqui. Só espero que meu pai não descubra o que aqui escrevi.
Tive uma discussão com minha mãe agora há pouco. Resolvi, experimentalmente, contar pra ela que usei uma saia hoje. Infelizmente, a reação dela passou um tanto do esperado e calculado.
Eu imaginava que ela acharia bobagem, perguntaria porque diabos eu vesti a saia e outras coisas do tipo. Foi engraçado ver que ela disse "Ah, se seu pai fica sabendo disso", e depois "Espera só seu pai saber disso".
E me deu todo um sermão sobre a impressão das outras pessoas. Falou que se eu queria me travestir, era melhor eu já avisar pra ela já ir se preparando. Disse também que meus amigos (hah, meus AMIGOS) falariam de mim pelas costas, me chamando de viado e tralala. E ressaltou que eu falo que não me importo porque não sei em que dimensão isso pode chegar.
Pois eu pergunto:
Até onde o preconceito pode chegar?
Eu tenho plena convicção de minha "escolha" sexual, e tenho certeza que todos os meus amigos de verdade sabem que sou hétero, e mesmo que eu não fosse, não ligariam para isso.
Tenho plena convicção também que o ambiente da Federal não possui muitas pessoas que julgam as outras nesse sentido. Elas podem até pensar: "Olha que bicha!" ou até comentar isso com alguém do lado, mas podem também mudar de opinião caso convivam melhor com a pessoa.
Por que a censura de minha mãe (que, aliás, ouviu um discurso inflamado meu, em defesa de meus ideais [que se resumem a: a saia é bonita, é confortável e é divertida de usar, não há porque censurar isso] e dos alunos da CEFET-SP)? Digo, ela é uma pessoa inteligente, com acesso a bastante informação.
Por que essa vontade intensa de manter os seus mesmos valores? Eu não estava pedindo para colocar um piercing, muito menos tatuar-me. Aliás, nem pedia nada. Apenas mostrei o que eu tinha feito nesse dia.
Aliás, ela concordou com a postura da escola (de proibir a saia masculina).
Eu acho isso absurdo. São valores portugueses que perduram até hoje e que já deviam ter sido quebrados há muito. Somos um povo tropical, ora bolas!
E... Tá, esse post foi uma bobagem só. Mas vou deixá-lo por aqui. Só espero que meu pai não descubra o que aqui escrevi.
terça-feira, março 28, 2006
segunda-feira, março 20, 2006
Manual Prático da Auto-Caracterização (ou: como parecer muito mais do que você é!)!
Sejam bem vindos ao... Manual Prático da Auto-Caracterização!
Sim, agora você pode ser mais do que você mesmo é!
Pois bem, comecemos nossa aula. Você é um simples mortal, tão sem graça quanto outro qualquer. Sente-se mais uma formiguinha invisível no mundo, tem suas idéias negadas a maior parte do tempo e, infelizmente, é um zero à esquerda com qualquer coisa com mais curvas que uma tábua de passar roupa.
Mas eu tenho a solução!
Você pode achar que não tem um problema tão sério assim, mas é óbvio que seu caso é grave. O seu caso sempre é grave, embora a maior parte das pessoas não dê a mínima para isto. Como brilhar? Tem que haver um modo de ser melhor do que os outros, não tem?
Pois bem, começaremos com a lição básica: você nunca será nada sendo apenas você. Você é medíocre. Mas você pode facilmente fingir ser mais do que é! Seguem-se as dicas:
1- Fale alto. Mas não fale alto demais. Fale apenas alto o suficiente para sua voz sobrepor a de todos os outros, mas sem machucar os ouvidos de ninguém. Ao conseguir a atenção das outras pessoas mantenha contato visual e nunca perca a atenção delas. Sorria.
2- Seja engraçado, mas apenas o suficiente para não parecer um bobo-da-corte. A não ser que você queira ser conhecido pela sua quantidade exorbitante de ridicularidade.
3- Invente trejeitos. Aja levemente diferente das outras pessoas. Invente gírias e faça elas tornarem-se suas trademarks. Ria com gosto, brinque com as outras pessoas, mas sempre pareça preocupado com o que elas pensam. Deixe que as outras pessoas falem sobre elas, para então ter uma oportunidade de falar sobre sua vida legal.
4- Sempre tente conquistar espaço. Mas nunca seja invasivo. Brinque de conquistar direitos sobre a outra pessoa, brinque com os sentimentos de todos e sempre sorria, mesmo que você queira matar a outra pessoa. Fique bravo quando te desrespeitarem demais, mas nunca deixe muito claro o que é desrespeitar demais para você.
5- Seja inconstante. Mesmo que você seja completamente estável, finja ser inconstante. Não acompanhe as modas, invente-as.
6- Fale sobre qualquer coisa, mesmo que não saiba nada a respeito ou odeie o assunto. Seja simpático, mas nunca pareça burro.
7- Dance.
8- Beije.
9- Faça sexo, ou finja que faça sexo. Conte para todo mundo depois (sejam as experiências reais ou não).
10- Fale sobre assuntos mundanos como se eles fossem a coisa mais interessante do mundo! O segredo é agregar valor às coisas, principalmente às que não têm valor algum.
[...]
Sim, agora você pode ser mais do que você mesmo é!
Pois bem, comecemos nossa aula. Você é um simples mortal, tão sem graça quanto outro qualquer. Sente-se mais uma formiguinha invisível no mundo, tem suas idéias negadas a maior parte do tempo e, infelizmente, é um zero à esquerda com qualquer coisa com mais curvas que uma tábua de passar roupa.
Mas eu tenho a solução!
Você pode achar que não tem um problema tão sério assim, mas é óbvio que seu caso é grave. O seu caso sempre é grave, embora a maior parte das pessoas não dê a mínima para isto. Como brilhar? Tem que haver um modo de ser melhor do que os outros, não tem?
Pois bem, começaremos com a lição básica: você nunca será nada sendo apenas você. Você é medíocre. Mas você pode facilmente fingir ser mais do que é! Seguem-se as dicas:
1- Fale alto. Mas não fale alto demais. Fale apenas alto o suficiente para sua voz sobrepor a de todos os outros, mas sem machucar os ouvidos de ninguém. Ao conseguir a atenção das outras pessoas mantenha contato visual e nunca perca a atenção delas. Sorria.
2- Seja engraçado, mas apenas o suficiente para não parecer um bobo-da-corte. A não ser que você queira ser conhecido pela sua quantidade exorbitante de ridicularidade.
3- Invente trejeitos. Aja levemente diferente das outras pessoas. Invente gírias e faça elas tornarem-se suas trademarks. Ria com gosto, brinque com as outras pessoas, mas sempre pareça preocupado com o que elas pensam. Deixe que as outras pessoas falem sobre elas, para então ter uma oportunidade de falar sobre sua vida legal.
4- Sempre tente conquistar espaço. Mas nunca seja invasivo. Brinque de conquistar direitos sobre a outra pessoa, brinque com os sentimentos de todos e sempre sorria, mesmo que você queira matar a outra pessoa. Fique bravo quando te desrespeitarem demais, mas nunca deixe muito claro o que é desrespeitar demais para você.
5- Seja inconstante. Mesmo que você seja completamente estável, finja ser inconstante. Não acompanhe as modas, invente-as.
6- Fale sobre qualquer coisa, mesmo que não saiba nada a respeito ou odeie o assunto. Seja simpático, mas nunca pareça burro.
7- Dance.
8- Beije.
9- Faça sexo, ou finja que faça sexo. Conte para todo mundo depois (sejam as experiências reais ou não).
10- Fale sobre assuntos mundanos como se eles fossem a coisa mais interessante do mundo! O segredo é agregar valor às coisas, principalmente às que não têm valor algum.
[...]
terça-feira, março 07, 2006
Crônica (fictícia) rabiscada no caderno.
- Cê tá me mentindo.
- Estou nada.
- Cê tá falando sério mesmo?
- Olha, não podia ser mais sério do que o que eu falei. É verdade.
- Cê comeu ela mesmo?
- Aham.
- Mas... Mas... Ela parece o tipo de pessoa que é virgem pra sempre!
- Que nada. Ela é safada.
- É? Ela é tão... meiga!
- Isso porque você não conhece direito...
- Foi bom?
- Ô. Foi ótimo.
- O que cês fizeram, exatamente?
- Porra, aí já não interessa.
- Ahn... Parabéns, cara.
- Parabéns por o quê?
- Parabéns, ué. Sempre quis trepá com ela.
- Sério?
- Uhum, ela é tão...
- Olha, você podia não falar sobre os motivos pelos quais você queria fodê-la?
- Tá.
- Que bom.
- ...
- O que foi?
- Sortudo da porra.
- Não foi sorte.
- Foi o quê?
- Habilidade.
- ...
- Bom, acho que vou pra casa.
- Tá cansadinho, é? De tanto transar com a gostosa, é?
- Vá se foder.
E neste dia acabou uma amizade de 8 anos.
- Estou nada.
- Cê tá falando sério mesmo?
- Olha, não podia ser mais sério do que o que eu falei. É verdade.
- Cê comeu ela mesmo?
- Aham.
- Mas... Mas... Ela parece o tipo de pessoa que é virgem pra sempre!
- Que nada. Ela é safada.
- É? Ela é tão... meiga!
- Isso porque você não conhece direito...
- Foi bom?
- Ô. Foi ótimo.
- O que cês fizeram, exatamente?
- Porra, aí já não interessa.
- Ahn... Parabéns, cara.
- Parabéns por o quê?
- Parabéns, ué. Sempre quis trepá com ela.
- Sério?
- Uhum, ela é tão...
- Olha, você podia não falar sobre os motivos pelos quais você queria fodê-la?
- Tá.
- Que bom.
- ...
- O que foi?
- Sortudo da porra.
- Não foi sorte.
- Foi o quê?
- Habilidade.
- ...
- Bom, acho que vou pra casa.
- Tá cansadinho, é? De tanto transar com a gostosa, é?
- Vá se foder.
E neste dia acabou uma amizade de 8 anos.
quinta-feira, março 02, 2006
Impotência.
"A impotência é o pior sentimento humano", disse alguém. Não conseguir algo é diretamente correlacionado com a idéia de fracasso. E como poderia ser diferente? Não poder é não realizar. Sem realizações não há satisfação do ego.
Mas por que temos que fazer diferença no mundo? A impotência foi criada pelos homens justamente por sermos os únicos animais terrestres cujas pretensões vão muito além da sobrevivência. Trocamos poderes por deveres.
O que poderia ser feito passa a dever ser feito. A sociedade requere. Mas muito mais importante, muito mais íntimo: nós mesmos requeremos.
E aí está o problema: sentimo-nos mal quando não podemos justamente por acharmos que devemos ser, fazer e conquistar tudo. Somos impotentes, todos nós. É impossível conseguir tudo a própria idéia de conseguir tudo é um tanto imbecil. Mas mesmo assim, somos eternos fracassados.
É claro que achamos (ou, muito mais apropriado, inventamos) um poderosíssimo remédio para a impotência. E olha que nem estou falando do Viagra ®. Falo do dinheiro. Virtualmente tudo pode ser comprado por ele, e assim pode-se conseguir virtualmente todas as vontades mundiais. Podemos enfim ser (virtualmente) felizes. Pelo menos até a próxima desilusão.
A culpa talvez seja de nossos pais, que nos mimam, nos protegem, nos dão tudo que queremos. Será? Mesmo quem teve pouco dado pelos pais, e talvez até principalmente estes, sentem a impotência desde pequenos. Impotentes por terem menos do que os garotos estragados? Talvez. Impotentes por perceberem que o mundo é enormemente grande e nós somos minúsculos? Talvez.
Às vezes, queremos algo apenas para evitar a sensação de que não conseguimos este algo. Uma busca incessável pela não-impotência, como as garotas impossíveis de se conquistar dos filmes americanos, no eterno jogo de conquista-coração-foge-conquista-outro-coração e por aí vai.
Mas este sentimento está aí e nada podemos fazer contra ele. E se você não fica triste de saber disso, parabéns: você não está tão perto das garras da impotência.
Tenham todos um bom dia, se puderem.
PS: Ah, sim. Eu não estava muito motivado a escrever esse texto. Ou melhor, transcrever o modificando diretamente de meu caderno. Mas eu li na tela do blogger "Criar Postagem" e, por alguns instantes, li "Criar Coragem". Foi divino!
Mas por que temos que fazer diferença no mundo? A impotência foi criada pelos homens justamente por sermos os únicos animais terrestres cujas pretensões vão muito além da sobrevivência. Trocamos poderes por deveres.
O que poderia ser feito passa a dever ser feito. A sociedade requere. Mas muito mais importante, muito mais íntimo: nós mesmos requeremos.
E aí está o problema: sentimo-nos mal quando não podemos justamente por acharmos que devemos ser, fazer e conquistar tudo. Somos impotentes, todos nós. É impossível conseguir tudo a própria idéia de conseguir tudo é um tanto imbecil. Mas mesmo assim, somos eternos fracassados.
É claro que achamos (ou, muito mais apropriado, inventamos) um poderosíssimo remédio para a impotência. E olha que nem estou falando do Viagra ®. Falo do dinheiro. Virtualmente tudo pode ser comprado por ele, e assim pode-se conseguir virtualmente todas as vontades mundiais. Podemos enfim ser (virtualmente) felizes. Pelo menos até a próxima desilusão.
A culpa talvez seja de nossos pais, que nos mimam, nos protegem, nos dão tudo que queremos. Será? Mesmo quem teve pouco dado pelos pais, e talvez até principalmente estes, sentem a impotência desde pequenos. Impotentes por terem menos do que os garotos estragados? Talvez. Impotentes por perceberem que o mundo é enormemente grande e nós somos minúsculos? Talvez.
Às vezes, queremos algo apenas para evitar a sensação de que não conseguimos este algo. Uma busca incessável pela não-impotência, como as garotas impossíveis de se conquistar dos filmes americanos, no eterno jogo de conquista-coração-foge-conquista-outro-coração e por aí vai.
Mas este sentimento está aí e nada podemos fazer contra ele. E se você não fica triste de saber disso, parabéns: você não está tão perto das garras da impotência.
Tenham todos um bom dia, se puderem.
PS: Ah, sim. Eu não estava muito motivado a escrever esse texto. Ou melhor, transcrever o modificando diretamente de meu caderno. Mas eu li na tela do blogger "Criar Postagem" e, por alguns instantes, li "Criar Coragem". Foi divino!
domingo, fevereiro 26, 2006
Confissões.
Vou ser franco com vocês, meus leitores:
Encarei essa mesma tela do Blogger dezenas de vezes, desde minha última atualização de verdade.
Escrevi um número considerável de começos de posts, também. E acontece que não consigo postar nada. Eu não diria que não tenho o que falar, mas falta o como.
Não sei se é questão de innspiração, se secou meu mísero pocinho, eu sei que está difícil a coisa aqui.
Eu queria falar sobre o Amor-consumo, sobre o passado, sobre o vazio que toma a mente das pessoas (tema que eu abordei numa folha de meu caderno e que creio que não transporei para aqui).
Eu confesso que estou me sentindo incompetente.
Confesso... Devia me envergonhar? Alguém realmente espera algo dos posts? Não é apenas uma satisfação egocêntrica? Eu não sei.
Vocês terão notícias de mim quando eu me curar.
Encarei essa mesma tela do Blogger dezenas de vezes, desde minha última atualização de verdade.
Escrevi um número considerável de começos de posts, também. E acontece que não consigo postar nada. Eu não diria que não tenho o que falar, mas falta o como.
Não sei se é questão de innspiração, se secou meu mísero pocinho, eu sei que está difícil a coisa aqui.
Eu queria falar sobre o Amor-consumo, sobre o passado, sobre o vazio que toma a mente das pessoas (tema que eu abordei numa folha de meu caderno e que creio que não transporei para aqui).
Eu confesso que estou me sentindo incompetente.
Confesso... Devia me envergonhar? Alguém realmente espera algo dos posts? Não é apenas uma satisfação egocêntrica? Eu não sei.
Vocês terão notícias de mim quando eu me curar.
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