quarta-feira, outubro 21, 2009

despedida, parte 14.

"Todo mundo costuma crucificar a família. Quando a Mira [Schendel] morreu, ela não tinha quase valor e sobrou para a família cuidar de tudo", diz Ada Schendel, filha da artista Mira Schendel (1913-1988).

despedida, parte 13.

Quando a gente tinha uns dezesseis, dezessete anos – e a gente nunca tinha namorado, porque acho que as coisas eram diferentes, ou só a gente é que era (e a cidade era pequena, também. Foda.) – aí ele corria atrás de mim na rua e eu fugia rindo e trombava com os pedestres. Ele vinha atrás querendo me pegar mas sem querer de verdade, e a gente dava voltas em pontos de ônibus até que ele me alcançava e me empurrava na grama e a gente se rolava no chão. Eu ria o tempo todo, quando estava com ele, e eu acho que realmente gostava dele. Talvez a gente se amasse, sei lá.

Eu sei que noutro dia (mas isso foi depois, eu já devia ter uns dezoito, foi logo antes de eu me mudar), noutro dia a gente foi na casa dele ver uns filmes e eu queria muito, sabe? Eu tinha dezoito anos e tava começando a me ligar, então eu queria mesmo. Mas a gente assistiu aos três Star Wars em sequência e tomamos muita, cara, muita vodka, mesmo. Ele tava malzão, sim, mas ele virou pra mim e me puxou com força e aquilo foi ruim demais. Eu deixei ele ser egoísta, sim. Eu deixei ele me segurar os braços, forçar minha boca, eu deixei ele tirar a minha roupa naquela noite e é capaz até que ele tenha gostado, mas quando eu fui pra casa dele eu queria muito, e aí ele estragou tudo, meu, ele estragou tudo.

despedida, parte 12.

Indirect suicide is the act of setting out on an obviously fatal course without directly committing the act upon oneself. Indirect suicide is differentiated from legally defined suicide by the fact that the actor does not pull the figurative (or literal) trigger. Examples of indirect suicide include a soldier enlisting in the army with the express intention and expectation of being killed in combat. Another example would be provoking an armed officer into using lethal force against them. This is generally called "suicide by cop". In some instances the subject commits a capital crime in hope of being sentenced to death. This state-assisted suicide was extremely popular in Enlightenment Era Scandinavia, where law and religion forbade suicide.[citation needed] Today, this type of suicide is relatively rare.

despedida, parte 11.

pra mim quem fez foi um amigo do meu marido,é claro que depois eu nao lembrava
absolutamente nada.foi um horror ficamos
procurando esse amigo [que viaja muito]
por todos os cantos.até que consegui
atraí-lo com um belo jantar e aqui estamos rsrsrs!!!

despedida, parte 10.

People who tell me I am strong and that I will get through this, are actually putting more pressure on me.

I know they mean well and I know they do believe I’ll get through it because of the person I once was, but does that person still exist? I can’t answer that. Do they still see glimpses of that person? I can’t answer that either. All I know is that pressure is causing me to bubble silently inside. Yet the more I bubble, the more likely it is that I’ll explode and I’m scared of that happening because I don’t know what I’ll do…or who I’ll do it to.

despedida, parte 8.

According to the center for suicide research at Oxford University, "[a]ll research suggests that showing, in detail, methods of suicide does result in an increase of those methods immediately afterwards, so portrayal of methods of suicide is ill-advised." [2] According to Mr Mike Cobb, of The Samaritans, an organisation which works with people contemplating suicide, "even showing a method on Casualty has led to an increase." [2]

despedida, parte 9.

Leio sobre cortar os pulsos e sinto meus pulsos ardendo em resposta e a quase incapacidade de escrever.........................................................................

despedida, parte 6.

eu acrescentaria que o que mais me irrita tb, é aquele "perfeito" que quando a gente pega uma bebida de alcool, êle olha escandalizado e sentencia: senhoras não bebem. Tambem me irritam aquelas mulheres que um dia já foram putas de programa, tiraram dinheiro dos velhos pra dar pro jigolô, comprar droga ou encher a cara e muitas vezes apanharam na cara, de repente conhecem um estudante ingenuo em final de curso, leva o rapaz pro JK, adula, passa a conversa, o coitado cai como um pato. Se forma na faculdade, louco de agradecido pela atenção que a putissima lhe despensou casa com ela, começa a trabalhar, ganhando bem, compra uma bela cobertura e a vadia se sente a rainha da cocada preta. Então ela esquece o seu passado obscuro e passa a aperentar uma senhora "perfeita", sem mácula. Isso é que é HIPOCRISIA.

despedida, parte 7.

To kill oneself or not to kill oneself? That is the question for this suicide survivor. Frankly, one of the reasons I participate in griefnet is to remind myself that the pain of a survivor seems at times to be more than that of the person who killed themselves in the first place. When a person kills themselves they are thinking only of their pain and not the extreme pain of those left behind. No matter how black my world may seem at times, I have to remember that it is even darker for a suicide survivor. I have started my own list of reasons to kill myself, and even with a whole list of reasons, I couldn’t do it, because my pain would infect all those innocents left behind, where it would fester and grow to unimaginable intensity, only those on this site know just how intense that pain can get. Do I want my friends and family to have reason to join this site – the answer is NO. So I keep coming back to refresh my own pain, if you will, and remember that suicide is not the answer.

It is also evident that drugs and alcohol are often a factor in someone making the final, impulsive decision. So I am warned to stay away from drugs and alcohol, especially on the darkest of days when it wouldn’t take much to push one over the edge. Seems in those cases its the drug making the decision. In some way, part of my anger at my brother is the simple fact that he killed himself FIRST so now I can’t, because now I know what it is like for those still living. I don’t think he meant to leave a legacy of such intense pain behind, he just wanted out of his own mental anguish. I must say to myself all those things I would have said to him, had I known he was that desperate. Even though I have somewhat healed from my own experience, I keep coming back to remember where I came from – a unique, unholy hell here on earth. No matter how much I hurt, I cannot send anyone else there. Because I am a survivor, suicide is no longer an option for me.

despedida, parte 5.

Desconfio dos eternos bonzinhos, dos politicamente corretos, dos sempre sorridentes ou gentis.
Enfim, pessoas que nunca brigam, nunca se irritam, nunca falam palavrão, nunca são politicamente incorretos, só poder ser uma coisa: FALSAS

Conheço uma mulher assim. Ela me viu brigando dia desses com meu namorado e fica dando lição de moral. Diz q eu trato mal ele... Porém, eu já vi uma vez ela dizer ao dela q ele não poderia comer 1 Bis pois iria engordar e assim, ela o trocaria por um saradão E isso q ele é magro.

Ela não tem ciúme, ela não é possessiva, ela é compreensiva, ela sempre tem razão (sim arrogância é outra "qualidade" dela), é amável, trabalhadora, não bebe, não fuma, não gosta de nada que seja considerado errado, sempre em busca do corpo perfeito (sim é vaidosa ao cubo), só sabe criticar os outros, fica dando indiretas em relação ao corpo dos outros sobre gordurinhas etc.

Enfim, ela se acha a perfeita mas no fundo é uma grande imbecíl.

despedida, parte 4.

o homem encara a mulher nos olhos
e uma gota de lágrimas cai
pelo rosto (dele)
e ele continua a encarando
e ela se sente subitamente tocada
e passa a o entender
e percebe que não é só ela que está triste, ele também chora, ele também se importa

o que ela não percebe é que o homem continua a encará-la nos olhos e que ninguém que está realmente chorando faz isso e que o certo era ele esconder o rosto o certo era ele virar a cara para o outro lado e ela achar que ele a estava ignorando quando na verdade ele chorava e seria pior para os dois mas não seria essa mentira

ele devia estar piscando
olhando para baixo
pra seu cabelo
pro céu?
nunca pros seus olhos nunca

é mentira.

despedida, parte 3.

não suporto os super...eles são super pontuais, super organizados, super responsáveis, super inteligentes..trabalho com uma menina "super eficiente" (rs) em tudo...a tal ficou grávida, e com ela tinha que ser tudo "corretíssimo". Fez ioga, hidroginástica, alimentação naturalista, nunca mais tomou café, nunca mais comeu uma coxinha, nada de som alto .....sabem o que aconteceu? nasceu um bebê super problemático, agora faz 6 meses que ela não dorme direito, ele só chora.....adiantou ela ser "super corretíssima"? rsrsrsrsrs

despedida, parte 2.

aff ,detesto tudo em pessoas perfeitas ! elas só tiram notas boas , sempre sabem de tudo , e quando vs faz algo errado ficam se mostrando superior .
eu tenho uma "amiga" perfeita , até farei a lista do porqe qe ela é perfeita :

- só tira notas boas ¬¬'
- nunca brigou com ninguém , nunca discutiu .
- nunca falou palavrões
- todo dia ela não está nem feliz nem triste , está normal , nunca está triste , e depois diz qe é "equilibrada" , isso é ser perfeita ! como a menina aí de cima disse ! ela só está ocultando a tristeza dela .
- é linda , a mais bela da classe
- tem um cabelo perfeito -_-'
- os professores a amam ¬¬'
- tem um corpo de dar inveja
- nunca faz nada de errado

essas pessoas perfeitas na verdade são o contrário ! porqe elas tentam ser toda corretinha para desinenciar a imperfeição delas , porqe na verdade é isso qe elas são ! mas teem vergonha de errar , de assumir os seus erros , de se feliz ! porqe essas pessoas não são NADA felizes só fazendo tudo certinho ! isso é ridículo!

despedida, parte 1.

"Creio que os artistas deveriam prever o que fazer com sua obra, pois isso é mesmo um abacaxi para as famílias, receber toda a tralha dos artistas que fizeram o que bem entenderam", conta a artista Anna Maria Maiolino.

sexta-feira, outubro 16, 2009

É tolice sua (você é tão... em vão?)...

"Assopro meu café e meus óculos se embaçam, causa e efeito... Sinto o mundo se balançar num iate, a festa terminando enquanto assopro meu café e meus óculos se embaçam. Você deve achar que eu não tenho sobre o que falar, que quando eu tento falar naturalmente em nada penso em você, quero falar sobre você.

Tolo, tão-tolo, você acha que esse texto é sobre você?"

ass.: anie

quarta-feira, outubro 07, 2009

S.O.

Escrevo da sala de operações de alguma espécie de experimento que não tenho muito conhecimento nem controle mas estou acordado há algumas dezenas de horas e não sei quanto mais vou aguentar os chefes dizem que tudo vai acabar em breve em breve em breve que estamos quase que chegaremos lá mas o clima geral é um tanto um tanto parece que as pessoas acreditam que algo não derá certo que nada dará certo que nada será como assim um chiado não para em meu ouvido xiado diabos não sei muito bem meu papel mas eu ajudo a sala é clara bem clara e o tempo passa bem estou até feliz com esse trabalho mas não sei se deveria se deveria focar minha atenção em algo não sei por que me colocara porque me colocaram nessa função escrever tudo que acontece tudo que acontece nada acontece mas eu escrevo monitoro relatoro mas não há nada nessa sala além dos equipamentos a luz e eu escrevendo e acho que não há outras pessoas mas a verdade é que eu nunca posso olhar para trás e em meus ouvidos só esse chiado infinito insuportável relativamente sublimante não sei o que faço o que posso escrever o que posso escrever começa a me doer os olhos mas passa mas volta mas passa mas volta uma boa estratégia é repetir e repetir e repetir nunca saberão porque o texto mas o texto é lido ou transmitido ao vivo para o mundo inteiro saudades do mundo inteiro estamos sem conexão já há algumas horas mas transmitimos mesmo assim parece que dará certo parece que dará errado será que dará algo o que será não sei doendo agora meu pulso meus pulsos minha mãe me disse que esse trabalho talvez fosse um pouco desgastante, mas o dinheiro...

segunda-feira, outubro 05, 2009

pequeno diadema.

(No começo) achei um pouco de graça na tatuagem em suas costas,
logo se tornou uma espécie de sina ou mau agouro...
bem centradas entre suas asas,
abaixo de seu pescocinho,
às vezes cobertas pelo cabelo solto
e quase sempre claras e nuas, estão escritas as palavras:
"I'M BACK"

terça-feira, setembro 29, 2009

Aspas simples, duplas e rubricas.

"Bom, vamos começar com seu nome e profissão, e aí eu faço algumas perguntas sobre o trabalho da sua ONG e é isso, só, tudo bem?"
'Tudo.'
"Ok, então... Seu nome e profissão, por favor?"

Sentamos nós dois um de frente ao outro, em um banco, em uma praça, em um dia silencioso,
em um banco, em uma praça, em um dia silencioso e bom para o som,
salvaguardados por protocolos e protocolos e saravá. Diabo.

'Eu sou Rosa Ângela, coordenadora-geral do PRENARTE. Realizamos uma série de trabalhos com artistas já aposentados, que não podem mais vender sua arte, já não tem espaço no mercado, enfim, sem aposentadoria de verdade.'
"Há quantos anos você participa da PRENARTE?"
'12 anos, mas é quase como se eu tivesse trabalhado minha vida inteira aqui. Bom, eu estou desde o começo, vi essa organização crescer...'

A voz dela tremula um pouco, não me importa,
ela não parece ter nada importante para dizer
não me importa
não me importa

"Como a PRENARTE se sustenta?"
'Ah... Recebemos doações de diversas empresas, mas o grosso vem da contribuição de pessoas físicas que se sente tocada por nosso trabalho.'
"Mmm... Você pode repetir a última frase, um pouco mais pausadamente?"
'Recebemos doações de diversas empresas, mas nossa principal contribuição vem das pessoas físicas que se sentem tocadas por nosso trabalho. Somos todos voluntários.'

Não adianta buscar meus olhos, estou atrás
do visor.

"E... você acredita em Deus?

Ela mira meus pés.

'Sim.'

Ela mira a lente.

um pouco de videoimagens.

terça-feira, setembro 22, 2009

O desgaste de uma palavra.

AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR

AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR

AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
AMOR
DENO
VOAM
ORDE
NOVO

quinta-feira, setembro 17, 2009

S Ô M N E T O

M m m... olha que môça
É pra isso que se vive
(Dessas que eu nunca tive)
M m m... não me trôça!

Ela vem e se balança
É pra isso qu'ela serve
Coisa qu'é da humana verve
Mas que, mesmo assim, me cansa.

Por ela, me deito, sim
Com ela, fech'as pestanas
Sossego da dança densa.

Toda noite vem assim
Finjo que se chama Ana
Mas é Morfeus, noite imensa!

terça-feira, setembro 15, 2009

sexta-feira, setembro 11, 2009

Uma crônica posta em seu tempo.

Leio no jornal que estão me procurando na República Tcheca, provavelmente junto da modelo eslava. Bobagem, todos deviam saber que a fuga mais completa que um homem pode realizar é pra dentro de si mesmo, sozinho; isso posso fazer em qualquer lugar, em qualquer momento, nunca me pegarão aqui. Só não posso ir para o lado errado.

Na página 3 há uma foto de corpo inteiro minha, sorrindo, em Gana. 3 meses atrás, aparentemente, estava um pouco bêbado e me pegaram no flagra.

(nunca estive em Gana, o que esses caras têm na cabeça?)

A modelo eslava. Bobagem, perdi a moça na primeira curva, está lá nas afetividades de 1 e 90 o quilo. No outro caderno, há uma nota sobre minha passagem por Buenos Aires. Enfado infinito. Estamos mais quente, agora.

Pego o jornal de ontem: me prenderam no Uruguai, cruzando a fronteira com a Venezuela (!). A foto é distante demais (será que é eu mesmo?), está tudo escuro e manchado de sangue.

""""""""Aaaaaaaaaaa...* """"""""

* Me pegaram na highway 61. É engraçado, porque eu nunca quis estar nos Estados Unidos, ainda assim, sempre me forço até lá.

quinta-feira, setembro 10, 2009

domingo, setembro 06, 2009

Odeócio.

Falta tempo p'arte
a parte de mim a parte
q'foi e agora parte.