domingo, outubro 12, 2008

Outubro.

O escritor
revolucionário encontra
uma garota loira no bar.
Ela lhe pergunta o que está fazendo
e ele responde:
vou comprar uma cerveja
e você?
Ela diz que sim, tudo bem afi
nal, ela gosta.

Que bom, você também quer uma?

21 comentários:

  1. o famoso faça o que eu digo + não faça o que eu faço!

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  2. Mas que vontade de fazer...

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  3. (escrevi um pequeno livro aqui, mas achei melhor apagar tudo).

    A questão é que a frase é dispensável e o sentido que ela traz já tava no texto mesmo sem ela. Você pode criticar as prosas cortadas por "enter", mas nesse caso ela ajuda a manter a ambiguidade, eu acho. Enfim, como eu dizia, a frase não parece necessária, e você não faz muitas coisas sem ter algum motivo. E isso também vale pro "afi nal".

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  4. O que você acha que é esse texto, young lad?

    Digo, qual parece pra você a função desse último "verso", o que você acha dos enjambements da vida (acho que você sabe o que é, ou então Google), qual é o sentido que já estava no texto e torna a frase dispensável?

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  5. na última frase o ricky tá pedindo rola.

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  6. Eu acho que a última frase só explicita um de dois sentidos para "vou comprar uma cerveja e você?", motivo pelo qual seria dispensável. E não sei bem o que eu acho de enjambements; às vezes caem bem e às vezes ficam estranhos e acho que isso tem mais a ver com a poesia da coisa, e com questões de estética, ritmo etc. Ritmo, isso.

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  7. Eu não acho que explicite um dos dois sentidos, você está sendo conservador;

    Dica: por que está em uma estrofe diferente?

    ps.:também não acho que, nessa "poesia", a função mais importante dos enjambs seja "dar ritmo". Está mais para "destruir ritmo", mas você pode vir com relativismos blabla então deixe esse tópico pra lá.

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  8. Quando falei dos enjambements, me referia a como eles funcionam at all, e não para quê você usou nesse poema em particular. Afinal, você perguntou o que eu achava dos enjambements da vida. No caso desse em particular, destruir o ritmo seria condizente com seu primeiro comentário.

    A mudança de estrofe é condizente com a minha interpretação no sentido em que criaria uma pausa que seria concluída no momento em que se resolve a ambiguidade para um lado que teoricamente seria o menos "comum".

    Por outro lado, também é verdade nesse ponto a [qual a palavra?] a forma de narrar muda, antes era [discurso indireto?] e esse verso em particular, não. Poderia ser o narrador falando com o leitor, e é daí que vêm meus comentários de que a frase me incomoda porque poderia bem não ser só o que me parece somente ser.

    Nesse sentido, http://guidouro.blogspot.com/2008/07/crtica-literria.html

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  9. Você não me disse ainda o que você acha que é a última estrofe;

    digo, você disse tudo que poderia ser, mas não disse claramente o que você acha que é.

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  10. "oks enquanto eu nao te como queruma servejia lol"

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  11. sua interpretação é válida, claro.

    tem muito mais, zou.

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  12. minha interpretação é válida, oras, ainda tenho que ouvir isso!

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