sexta-feira, novembro 28, 2008

Hedonismo (é uma palavratabu).

E daí se eu tiro fotos minhas nua e coloco na Internet com minha carinha aparecendo e qualquer coisa escrita no meu corpo pra saberem que eu sou eu mesma?
tá cheio de homem por aí que finge que é menina e engana alguns outros homens e às vezes até alguma menina se passando por homem, hoje em dia nunca se sabe
Eu nunca me passaria por homem.
E daí se talvez algum dia me descubram e eu perca meu emprego (ainda não tenho emprego
não preciso ter emprego nenhum, sou inútil
Me protejo sob a 'adolescência'?
) e a 'humilhação pública'? Eu me orgulho de meu corpo, eu sei que sou mais bonita que todas elas juntas e que homens irão se masturbar comigo e que eu deixo as pessoas simplesmente malucas.
Cultuam-me.
Acho que o mundo inteiro é hipócrita.
e daí que fortaleço o machismo desse bando de gente sem a menor auto-estima, e daí que a punheta é a única coisa na vida deles
E você não vê problema na moça na Playboy, vê? A diferença é que eu não ganho dinheiro com isso.
eu sou cultuada
Me respeite.
Não é? Não estou fazendo algo de bom? O exibicionismo não é tudo que há hoje em dia?
quando me encosto na janela sem roupa acaba a sensação de vazio e aí percebo que é também comunicação
Eu sou menor que você?

domingo, novembro 23, 2008

Spring

Era uma bela vista. Sempre quisera parar por ali, sentar e admirar a paisagem. Nunca, porém, tivera a oportunidade - nunca até aquele dia. "Esqueceu-se" de todos os compromissos, ignorou os toques de sua entediante companheira e correu para o mirante, a fim de satisfazer sua tão reprimida vontade. Debruçou-se no parapeito e pôs-se a contemplar a angulosa paisagem, suas irritações sumindo por trás do horizonte junto do sol. Num pulo, sentou-se onde antes seus braços estavam apoiados; o livre - balançar de suas pernas, assim como os olhos fechados, muito contribuía no sucesso de sua pequena escapada. Estava, finalmente, relaxado.

"Vamos, coragem."

Abriu os olhos e voltou-se para trás: um senhor examinava-o, interessado. Mantinha-se longe, mas aproximava-se, lenta e senoidicamente. Sem entender a intenção daquela pessoa (e sem querer entendê-la), o rapaz cerrou os olhos novamente e voltou a esquecer-se no pôr-do-sol; custara muito a conseguir aquela fuga para deixar-se perturbar tão facilmente.

"Você consegue."

Olhou para trás novamente: o senhor parara. Perto dele, porém, começavam a juntar-se algumas pessoas. O senhor demonstrava grande interesse pelo rapaz; as pessoas, naturalmente curiosas, assistiam à cena.

"Vai lá!"

As pessoas assistiam a cena. O interesse espalhara-se; todos queriam estimular o rapaz – a quê, ele não sabia. Perplexo com toda aquela situação, voltou a olhar a paisagem. Mas era impossível ignorar o que acontecia atrás dele. A multidão crescia e aproximava-se; mais e mais pessoas encorajavam-no a fazer aquilo que esperavam que ele fizesse.

"Não me decepcione!"

Decepcionar? Em quê‽ O que querem que eu faça? Isso começava a assustá-lo. O rapaz girou o corpo, a fim de descer do parapeito. As pessoas, já bem próximas, mostraram um quê de irritação.

"Não vamos deixar que você desista!"

Estavam interessadas demais no rapaz, no que ele faria ou deixaria de fazer. O que significava aquilo, afinal? Aprende-se desde pequeno que não se deve mostrar interesse por estranhos – deve-se cuspir, esbarrar e desprezar. E, claro, desculpar-se depois, sorrindo. Mas devo estar fazendo algo muito certo para merecer isso: motivavam-no, aplaudiam-no, admiravam-no, apaixonadas.

"Nada disso, meu filho."

Mesmo entre toda aquela gente, o senhor realmente se destacava: tinha no rapaz um interesse especial, que não conseguia se definir entre carinho e compaixão, mas que chegava a ser até inspirador; olhava para ele como se olha para um namorado, ou para um doente terminal.

"Filho, sabemos como você se sente, como você teve de abrir mão de tudo, deixar tudo para trás para vir até aqui. Sabemos que você estava desesperado, e que não tinha escolha. Compartilhamos seu sentimento, e, se não estamos com você, é por covardia e não sabedoria. Mas não é por esse motivo que vamos deixar que você desista de fazer o que está aqui para fazer. Tudo de que você precisa é uma pequena força."

Agora, isso sim era um alívio. Não sei o que eles querem, e eles compartilham meu sentimento! O rapaz resolveu que era melhor tentar voltar-se para o que restava de pôr-do-sol e recuperar sua pequena escapada. Mas era impossível: apesar de seus esforços para ignorá-lo, o quê solidificara-se, estabelecera-se, ganhara força. As pessoas estavam determinadas a encorajar o rapaz até o fim, até que ele fizesse o que elas estavam ali para vê-lo fazer. Ao ver que ele talvez não o fizesse, elas enraiveceram-se. O senhor estava particularmente desapontado – tinha grande esperança no rapaz.

O rapaz estava, sem qualquer brilho de dúvida, condenado: ou fazia de vez o que queriam que ele fizesse, ou fazia de vez o que queriam que ele fizesse. Mas era improvável que ele descobrisse o que queriam dele; logo, seria forçado a fazê-lo. E nada jamais apagaria de sua memória a expectativarrevoltadecepção estampada no rosto daquelas pessoas.

Insinuo-me então no mirante, por entre a multidão, chego mais perto que o senhor, que começara o que ali acontecia; empurro o rapaz pelas costas, dou a ele a força de que precisava, e o livro de sua vergonha.

Aplausos.

(escrito por Henrique 'lex' Rocha)

quarta-feira, novembro 19, 2008

Miudeza.

É muito difícil achar a onomatopéia certa para as coisas: que barulho é que fazem os dedos dele na barriga dela, tamborinlantemente felizes rumo às zonas secretas entrecoxas ou então aos seiozinhos? O mais fácil foi feito: diz-se e explica e houve que ouve; mas é tsa-tsa-tsa-tsa, bem baixinho e um pouco mais molhado e aberto quando chega em zonas mais molengas de se ser, enquanto que os ossos (os caminhos dos dedos são sempre misteriosos, eles podem alcançar as asas de sua pélvis e aí...) produzem coisas mais tó-tó-tó ou, nas costelas, hahaha!.

Tem importância? Talvez ele ouça esses sonzinhos invisíveis de inventados; mas ela, enquanto instrumentada, é só tu-tum! tu-tum! tu-tum!.

sexta-feira, novembro 07, 2008

Revisão (a hora do chá).

Uma hora a literatura foge do nosso poder e então se torna um mundo por si só
[você pode escolher o estilo entre prosapoesiabomruiminteressanteintelectualconcretosimbóliconostradamusjoaquimdefreitas], e então você pode largar o livro ou segurá-lo ainda mais forte: o poder das frases feitas - ainda assim, pode parecer que não, mas só há um outro texto em toda a Internet (ao menos a parte atingida pelo Google) com a sentença "o poder das frases feitas".

Rebeca e Gustavo compartilhavam do bom sentimento que é olhar os olhos com os olhos: é aí que começa a confiança, é aí que se pode transar sem nenhum tipo de medo.
"Olho nos seus olhos e não noto sua barriga seus peitos pequenos as leves estrias de crescimento nas suas costas a celulite da bunda os pêlos em volta de seu cu seu gozo falseado."

Há 53 posts neste blog que contêm a palavra então em seu corpo. 54 com este. Isso diz bastante sobre o autor e sua noção de movimento, tempo e causalidade. A palavra átimo só aparece em 2 outros textos. Amor em 20. Há 9 em que amor e então coincidem. Amor e morte, 3. É a primeira vez que Rebeca e Gustavo aparecem; Carlos, em 11, Clara, em 4: se juntam em apenas 1. Só uma chance.

Era a primeira vez do casal, a primeira vez de cada um, e Gustavo olhava Rebeca nos olhos com os olhos, ele sabia que ela estava chorando e corando um pouco, ele gostava dela o bastante para segurá-la contra seu peito e esperar pacientemente pela calma. Seu cabelo cheirava bem - também, recém-lavado assim - e a toalha enrolada no corpo dela era tão macia quanto o corpo por baixo. Os fios negros molhavam o ombro esquerdo de Gustavo, que descia a mão pelo comecinho das costas (o de cima) dela e segurava sua cintura contra a dele.

O artifício de usar você como objeto da narrativa é relativamente recente, não vou apontar meu primeiro texto a usá-lo, porque foram vários e aos poucos. É uma forma de aumentar a capacidade de identificação das pessoas, de forçar a conjugação dos leitores, seja com o narrador, seja com o suposto receptor.

Rebeca não gostava de Gustavo.
Tentava se convencer disso, mas o cheiro do ombro dele era tão bom e familiar, tão suor e tão humano, enquanto ela fedia a sabonete e a água quente, a banho tomado numa tarde abafada. Se ela aceitasse tudo que ele oferecia a ela, certamente mudaria de cheiro, imundiciaria de Gustavo. E, ainda por cima, os olhos dele eram lindos.

Você pode sentir o autor por trás de tudo, semprissempre, não pode? O estilo é claro, posso mascará-lo de tantastantas formas, mas um leitor é sempre um leitor e sabe que eu não vou decepcioná-lo: pontualmente, intercalarei minhas anotações com a história que escrevo; não gosto de confundi-los, Rebeca e Gustavo.

Os dois se entreolharam, ela já não chorava e ele reconhecia algum tipo de beleza que desconhecia naquele rosto, aquela cara de cavalo dos olhos redondos e pretos, do cabelo preto, da sombra preta, da pele clara, ao contrário do moreno de seus próprios braços, de seus músculos adolescentes. Durante quanto tempo quisera beijá-la? Nem tanto. Ainda assim, naquele momento, ele queria jogá-la na cama e lamber seu rosto e sorrir tocando seu nariz com seu nariz, amar muito numa explosão de...

Carlos e Clara estavam sentados num banco de uma praça. Ela tentava explicar-lhe que possuía um namorado, que o esperava, que não queria conversa com nenhum estranho nesse meio-tempo, que estava lendo um bom livro, que odiava gente vindo pra cima dela, que odiava urubus, que odiava gaviões, que odiava todo tipo de animal que mata ou come, que era vegetariana convicta. Então Carlos convidou-a para o Gopala Prasada, ela o olhou decima abaixo e notou que era bonito, mais bonito que seu namorado, e que tinha boa dicção e que se vestia bem, que tinha mais ou menos a mesma idade que ela, que sorria, tinha cabelos muito bonitos; mas foram seus Olhos que a conquistaram em um só átimo: olho no olho no olho no olho. Era amor, era a morte.

Rebeca deixou a toalha soltar-se das costas, Gustavo começou a acariciá-la também ali, Rebeca virou a face para o outro lado, Gustavo fez com que ela virasse todo o corpo, Rebeca obedeceu, Gustavo retirou a toalha lentamente com as mãos, Rebeca estremeceu, Gustavo viu a toalha caindo no chão - deslizou menos suave do que havia imaginado - e passou a mão pela lateral do corpo dela, Rebeca estremeceu, Gustavo pegou-a com firmeza na cintura e tentou empurrá-la levemente para a frente, Rebeca disse que Daquele jeito não, Gustavo largou as mãos, confuso, Rebeca virou-se novamente para ele e sorriu, desajeitada, Gustavo olhou-a nos olhos, Rebeca puxou-o pela cintura, Gustavo caiu em cima dela, Rebeca caiu na cama.

Eu imagino que as pessoas não me entendam direito. Não sei o que as pessoas sentem quando leem meus textos, sei que algumas podem ter a impressão que escrevo para elas, e é verdade. Sempre escrevo para vocês, e aqui uso o artifício novamente. Todos vocês ou todas vocês? É fundamental que o autor consiga ser todas as personagens e que ele consiga escrever. A tarefa criativa é ingrata, no sentido que é provável que já tenham escrito e dito o que você pretendia de forma muito mais eficaz. Não sei se a eficácia é importante para o que pretendemos.

Ele sentiu frio e contraiu os músculos, ou vice-versa, e ela sentiu calor e contraiu os músculos e continou com calor quando o abraçou, um pouco assustada, depois de tudo. Ele retribuiu o abraço, um pouco desanimado, enquanto ela lhe dava um beijinho no peito, Rebeca disse que o amava muito e ele fez que sim com a cabeça. Gustavo estava vazio e não olhava para nada; embora não soubesse, estava feliz.

"may i feel said he/(i'll squeal said she/just once said he)/it's fun said she
(may i touch said he/how much said she/a lot said he)/why not said she
(let's go said he/not too far said she/what's too far said he/where you are said she)
may i stay said he/(which way said she/like this said he/if you kiss said she
may i move said he/is it love said she)/if you're willing said he/(but you're killing said she
but it's life said he/but your wife said she/now said he)/ow said she
(tiptop said he/don't stop said she/oh no said he)/go slow said she
(cccome?said he/ummm said she)/you're divine!said he/(you are Mine said she)"


segunda-feira, novembro 03, 2008

quinta-feira, outubro 30, 2008

cinema.

(no) cinema:
uma perna.
é uma perna?
é uma perna.

é só sua perna,
é só minha mão!

sua perna?
é sua perna,
é sua perna.

são os dedos
da minha mão.
(
e sua coxa?
a sua coxa.
ah, sua coxa!

é só quem prende
a minha atenção.
)
uma perna:
ah, a sua perna
é sua perna -

é só sua perna,
é só um vão.

terça-feira, outubro 28, 2008

virtualmente,

D I S T Â N C I A
DIS Tva A ziNoCIA
nmuitov óvazio. s
não?

Mais um pouco de arrogância astística, talvez.

"tudo começa pela essência do povo e entendemos que esta essência só pode ser vivenciada pelo artista quando ele se defronta a fundo com o fato nu da posse do poder pela classe dirigente e a conseqüente privação de poder em que se encontra o povo enquanto massa dos governados pelos outros e para os outros. Se não se parte daí não se é nem revolucionário nem popular, porque revolucionar a sociedade é passar o poder ao povo. (...) nossa arte revolucionária pretende ser popular quando se identifica com a aspiração fundamental do povo. (...) os traços positivos do povo só poderão se realizar pela prática dos atos negativos e destruidores que suprimem o povo enquanto ser escravizado. Na ação revolucionária o povo nega a sua negação (...). Por esse movimento gera-se toda a matéria-prima de que necessita a arte popular revolucionária para elaborar seus produtos, pois o conteúdo desta arte não pode ser outro senão a riqueza, em suas linhas gerais e em seus meandros (...) nós, ao contrário, vemos nos homens do povo acima de tudo a sua qualidade heróica de futuros combatentes do exército de libertação nacional e popular."

quinta-feira, outubro 23, 2008

domingo, outubro 19, 2008

ELEVADO A TRÊS: O ROMANCE.

Não é um romance, não sei mais quanto vale pra mim ou pra qualquer outra pessoa, mas hoje resolvi hospedar o que tenho do "livro" Elevado a Três, que deu título ao blogue e que estive escrevendo lá em meados de 2005.

Espero que as referências fiquem claras, que a falta de revisão seja um charme e que minha juventude radiante deixe todos vocês muito bonitinhos e alegres.

Ça va!

ELEVADO A TRÊS

PORRA, LITERATURA, PORRA!

Ê, LOÁ
VÔ TI MATÁ
DOIS TIROS DE BOUA
CÊ MORRE À TOUA

VÂMU INVADI
BOTÁ BOMBA DI MONTÃO
IXPLUDI SEU CORAÇÃO
OU ENTÃO SEU CÉREBROOO

QUERO TAMBÉM
SUA AMIGA, VEM VEM
MEUS BEEEEEEEIINS!

ERA UM CARA LEGAL
JOGAVA FUTIBAL
E SORRIIIIIOOOOU!

sábado, outubro 18, 2008

Narratividade e estilística cinematográfica.

  • Fábula: Termo do formalismo russo para os eventos narrativos em seqüência cronológica causal. (Por vezes traduzido como "história".) Termo que envolve um constructo do espectador.
  • Syuzhet: Termo do formalismo russo que designa a apresentação sistêmica dos eventos da fábula no texto. (Por vezes traduzido como "trama".)
  • Narração: Processo de informar o receptor para que este construa a fábula a partir de padrões do syuzhet e do estilo cinematográfico.
  • Cognoscibilidade: a dimensão e a amplitude da reivindicação de conhecimento da narração sobre informações da fábula.
  • Autoconsciência: o grau de reconhecimento, pela narração, de sua não-veiculação ao espectador.
  • Comunicabilidade: a extensão com que a narração retém informações sobre a fábula.
  • Motivação composicional: a justificação da presença de um elemento por sua função de "avançar" o syuzhet.
  • Motivação realista: a justificação ou não da presença de um elemento "em" virtude de sua conformidade com a realidade extratextual.
  • Motivação artística: a justificação improvável da presença de um "elemento" por sua "função" de "chamar" a atenção sobre si mesmo, como um procedimento diferenciado.
  • Motivação transtextual: a justificação (?) da presença de um elemento por sua referência [...] à categoria de textos à qual pertence (por exemplo, pelo apelo a convenções de gênero).

domingo, outubro 12, 2008

Outubro.

O escritor
revolucionário encontra
uma garota loira no bar.
Ela lhe pergunta o que está fazendo
e ele responde:
vou comprar uma cerveja
e você?
Ela diz que sim, tudo bem afi
nal, ela gosta.

Que bom, você também quer uma?

Sobre a França, a arte, a interatividade, a aleatoriedade, o amor e o egoísmo contemporâneos.

É tudo sorte. La Brute.

quinta-feira, outubro 09, 2008

segunda-feira, outubro 06, 2008

Notas de Lara sobre fotografia:

Pouco me importa a função da fotografia, é só um processo químico mediado pelo pensamento, um pensamento mediado por um processo químico, um processo mediado por um pensamento químico, joguinhos de imagem em grãos irregulares.

Acho que o importante é saber que as fotos são, ou seja, há independência entre elas e seus objetos. O ato da captação pode ser consciente ou inconsciente, não importa, sempre há pensamento de uma forma ou de outra.

1CCD ou 2CCDs ou 3CCDs são sempre menos poéticos que milimetragens, mas funciona. Pro que eu faço, funciona. Eu gosto e gasto menos.

Ih, ficou ambíguo!

sexta-feira, outubro 03, 2008

SAV08;

IX Semana do AudioVisual

Oi, convido todo mundo aí a aparecer lá na SAV, ou então só na quinta mesmo porque vai passar uns filmes meus e poxa, né, sou um cineasta muito importante.

sexta-feira, setembro 26, 2008

Razões pelas quais odeio verdadeiramente o sexo.

Não sei como as pessoas são assim-tão-obcecadas-por-sexo, acho a verdadeira decadência do ser humano perceber que todo mundo só sabe falar sobre isso e só pensa nisso, é tudo segundas intenções! Acho que o humano foi um projeto falho, porque é absurdo que meninas de poucos anos já fiquem agindo como meretrizes e querendo ficar com os garoto, beijá-los, levá-los pra cama.

Aonde estamos indo, hein?

Experimentem pedir para as pessoas pararem de falar sobre sexo, aí vocês vêem como a coisa é grave: eles não tem nada pra falar! A vida dessas pessoas é só futilidade, é incrível que não consigam tirar prazer de nenhum outro lugar. Como podem ter escolhido justo a coisa mais grotesca e nojenta para adorar como se a Deus?

São animais, eu sou um ser racional.

Normalmente não gosto de falar esse tipo de coisa, mas nesse caso, é a mais pura vontade: os homens e mulheres viciados em sexo são uma raça inferior que devia ser expurgada. Já temos até inseminação artificial!

É isso aí.

terça-feira, setembro 23, 2008

Cigarrilha.

Tomo coragem em gluglugoles, porque só vindo de fora mesmo preu tomar jeito, cerveja, bebericações de whisky ou água suja-mal-lavada. Talvez agora, maybe 3 doses later; mas hoje e não ontem e nem tanto numa República de Bananas como a nossa: cada vez que meus lábios queimam — uísque, portanto — me transporto pra algum lugar mais livre em que posso beber ainda mais um gole; é assim que a coragem vem e é canalizada para si mesma, aí mais um gole e quase me sinto bem.


Alguém chama por trás de meu ombro e eu vou — é assim que é — e corro para a porta preta e me troco tão rápido quanto gritam comigo e me arrasto até as cortinas e agarro firme e tento sorrir e lembrar da bebida na minha garganta e talvez até tomar mais uma e já estou atrasada demais e subo no palco preparada ou não para os homens e seus sorrisos e suas Bananas e eu danço um pouco. O mais importante é tirar a roupa.

sábado, setembro 20, 2008

giz vermelho sobre repetição vazia, 2008.

F I G U P

I R A D E

L I N G L

A U A G E

sexta-feira, setembro 12, 2008

3 mortes horríveis:

Anna estava dormindo

Eu comia um hot-dog quando descobri um pedaço de urânio dentro da salsicha, corri para o hospital

Outra Anna jogava têni

domingo, setembro 07, 2008

"O que é o feminismo?" - tudo que aprendi sobre tirinhas norte-americanas durante todo esse tempo na Internet.

E: "Eu não acredito que essa pergunta possa ser respondida sem antes clarificar algumas coisas, dentre elas a principal e única que vou me dignificar a explicitar a todos vocês: o que é uma mulher? A definição é genética, fisiológica, psicológica, ilógica?? Porque eu não acredito que a única diferença entre eu e uma mulher seja o nosso sexo [refere-se ao órgão sexual], não é? Há algo de misterioso e inquietante em todas as mulheres, acho que isso não se pode perder nunca, e talvez isso esteja contido necessariamente em suas curvas. É como se a luz não passasse direto por elas, é um show de difrações e distrações para todos que tem a honra de vez. É isso que é uma mulher, ou pelo menos seria, se não fossem tão complexas."
e: "Eu discordo, em parte. Que história é essa de curvas? Não acho que uma mulher precise de curvas para ter esse tal mistério. A mulher alcança um tipo de retidão corporal que é impossível para os homens, a não ser os efeminados, mas aí é justamente o ponto..."
E: "Bom, mas aí é apenas uma questão de gosto, a mulher continua sendo isso que eu disse, é que talvez você goste dessas mulheres masculinizadas..."
e: "Justamente o contrário! Não há nada de masculino no que estou falando! O que me vem à cabeça é aquela beleza frágil, cristalina, quase infantil das mulheres. Uma mulher tem que ter isso, eu acho, para poder ser mesmo uma mulher. Não é que eu não goste dessas, peço perdão pela palavra, ahn, gostosas, mas acho que não é isso que é uma mulher. A feminilidade é outra coisa!
i: "Sim! Outra coisa, é claro, que vocês nunca conseguiriam, é... Como assim o que é uma mulher? É isso que rouba, que nos faz como que... escravas! Essa inversão lógica, embora pareça lógica no começo, é a raiz mais pura do sexismo! Sim, lógico, devemos preservar a feminilidade, porque somos frágeis, fracas, não é? Rá! A que custo vocês querem manter esses seus sonhinhos sexuais? Porque a única coisa que eu vi pensando até agora foi as suas cabeças de baixo! Não! São essas diferenças que criam as distorções do nosso mundo! Uma mulher pode muito bem fazer tudo que um homem faz... Na verdade, uma mulher deve fazer tudo que um homem faz!"
e: "É isso que eu quero dizer, olha essa menina! Ela é tão magrinha e branquinha, mas olha só como ela grita e pensa e brilha a cada palavra? Isso sim é uma mulher... Como ela pode dizer que não é feminina? Tudo bem, a mulher tem direito a não usar sutiã, porque não, e eu digo que isso é mesmo lindo, porque a beleza é exclusivamente feminina..."
E: "Aí que entram as curvas."

DEZ MULHERES NINJAS VESTIDAS SÓ DE BIQUÍNI APARECEM COM SUAS NINJA-TO E CORTAM A CABEÇA DE E MAIÚSCULO [muito sangue jorra], A LÍDER APONTA A ESPADA PARA E MINÚSCULO E DIZ QUE ELE NÃO DEVIA MENOSPREZAR A GOSTOSURA FEMININA. CURIOSAMENTE, ELA É A ÚNICA JAPONESA DO GRUPO E, PORTANTO, TEM CURVAS MUITO MAIS CONTIDAS, ENTÃO E MINÚSCULO DIZ QUE ELE SERÁ SEU ESCRAVO DAQUELE MOMENTO EM DIANTE E ELA ENFIA A NINJA-TO EM SUA GARGANTA PORQUE MULHER NÃO GOSTA DE HOMEM CHORÃO. FINALMENTE, I MINÚSCULA VAI EM DIREÇÃO A ELAS E DIZ QUE ELAS ESTÃO DE PARABÉNS POR ASSUMIR UM EMPREGO QUE NORMALMENTE É TÃO DURO COM AS MULHERES, MAS QUE ELAS NÃO DEVIAM SE SUJEITAR AOS GOSTOS MASCULINOS USANDO ROUPAS TÃO INDECENTES, ENTÃO A NINJACHEFE DIZ À I MINÚSCULA QUE ELA É UMA REACIONÁRIA CRISTÃ IDIOTA E TODAS AS NINJAS ATIRAM UM MILHÃO DE SHURIKENS NELA.

quarta-feira, setembro 03, 2008

P.S.:


DEAR G O D,


I'm dying to meet you!

sexta-feira, agosto 29, 2008

Mural:

Estou criando um coletivo de literatura
Alguém interessado me mande uma mensagem
para combinarmos mais detalhes
obrigado.

domingo, agosto 24, 2008

Mais um pouco de ação.

O elevador é um pouco mais demorado do que eu esperava.

Já no térreo, pronto pra correr, não é? Era o plano, você me disse, era só sair pela porta principal daquele prédio de negócios, cabeça e maleta erguidas, tudo estaria bom e pronto, outras pessoas cuidariam do corpo desmaiado, o microdardo grudado naquelas costas, apenas não pisque demais para ninguém achar que há algo errado.

"Eu nunca usei esse tipo de munição. Eu só preciso... atirar?"

"Sim, a partir daí é o efeito do remédio agindo sobre o homem.”

“Eu miro na cabeça?”

“Não, pel’amor! Você tem que...”

Mesmo assim, o homem ainda estava jogado no chão, uma pequena multidão à sua volta. Ainda está, e nada de vocês aparecerem, e então eu percebo as bolhas que começam a formar em sua pele, a espuma saindo de sua boca, me aproximo mais e tomo seu pulso — tão-tão-tão-tão quente — e as convulsões começam e eu seguro sua cabeça sem entender muita coisa e eu espero vocês aparecerem, mas toca uma sirene que vai chegando e sou eu que seguro a sua mão e vejo o seu rosto muito branco nessas roupas de executivo importante e é então que...

“Pode ser que o cara seja alérgico, não pode?”

“Ah, como se esse tipo de coisa...”

“Pode, não pode?”

“Bem, talvez.”

Talvez eu não tenha pensado em nada disso antes, mas é certeza que. Já matei outros, não matei?