quinta-feira, setembro 10, 2009
domingo, setembro 06, 2009
sexta-feira, agosto 07, 2009
quinta-feira, agosto 06, 2009
Sorte do dia:
terça-feira, agosto 04, 2009
Recortes de um caderno de 07, 08 e 09 (parte i).
Sujeira que foi maior, besteira num tom maior; ah o que há de mior, podê nunca está só.
Partiu, partiu e sorria abestado, talvez té um pouco mal-amado, não é que não soubesse viver... Por partiu pode-se pressupor passar dessa para outra, ou morrer, ou sumir para si próprio.
Torpor pouco, rouco...
Sorriam-se todos [...]
explorar: dia normal / de anormal; fala-fala (remete a 'falácia'); gajo caláctico.
I
Depois, escrevi: miúdo de gato ousa tentar atacar pardalzim mas
Não era bem isso que eu queria escrever, mas foi assim mesmo que tudo ocorrera e não tive outra culpa que não a de ser sincero. E, sinceramente,
Machado que se mate, mas falemos sobre outrem.
domingo, agosto 02, 2009
Première dans Auguste.
quarta-feira, julho 29, 2009
Sorte do dia:
sexta-feira, julho 24, 2009
Em três minutos, posso dizer isso tudo:
domingo, julho 05, 2009
I N C O M P R E E N S I V E L ?
mas isso porque você não entendeu nada.
e, se você for esperto, perceberá que o estou acusando injustamente, embora talvez eu esteja certo, às vezes."
quarta-feira, julho 01, 2009
Um recado que se pretendia despretensioso.
segunda-feira, junho 22, 2009
Stablishing shot.
O quarto mais bagunçado
Dentro do estômago, revoluções, revoltas e refluxos
No bairro de Perdizes faz uma noite calma.
A zona oeste ao centro de São Paulo é boa, é rica
Dentro da carteira, nenhuma moeda.
Brasil, país violentamente desigual em sua geografia, torto a direito, enfim
América Latina: tudo menos o Brasil
O estado de São Paulo cheira a PSDB
As meias no pé sujas, enfim, tão sujas quanto deviam estar, porque o universo é justo e se paga com o que se tem
O universo é justo e se paga com o que se tem
Sudeste: praonde o dinheiro vai, clima agradável
Já o hemisfério sul...
Livros em cima da cama, a namorada também
A rua lotada de ninguém, mas o preto quando visto de cima parece preencher.
E é tão engraçadinhozinho o que você faz doçurazura o que você faz o que você é pra mim
E você sabe doçurazura embora seja tão engraçadinhozinho que você é o mundo pra mim
sábado, junho 06, 2009
sábado às 23h30.
Seus olhos tão esperançosos que chega a ter certa graça que você não verbalize logo suas intenções que suas mãos redundam as minhas e bebemos juntos pela já nonagésima ou coisa assim vez, você que é meu querido amigo e eu, frágil moça agora sozinha sem seu amor de tanto tempo, um pouco mais que esse tempo em que nos conhecemos e nos tornamos amigos de confiança.
— E, de certa forma, personagens do Cortázar, ambos.
— Sim, literariamente, sim — essa sou eu falando, intercalaremos (que bonito que é isso: um diálogo é necessariamente inter-calar, quando um burro fala, o outro abaixa as orelhas).
— Acho isso lindo, che, podermos tomar uma num bar sem problemas, despreocupados, nós dois.
— Não lhe cai bem esse che, parece mais um gaúcho do que um porteño ou o que quer que você quisesse parecer; além do mais, acho que você usa nas horas erradas e só fala besteira.
— Pode ser que sim, mas pelo menos eu te faço companhia.
É irritante — não é irritante? — que você insista tanto em colocar na minha cara que só você está aqui comigo, que eu estaria totalmente sozinha se não fosse, mas... Suas vontades são absurdas, não há porque eu atendê-lo, aceitar os carinhos que você me oferece, a cama quente, o enfim-livre que você insinua; tão óbvio e tão difícil acreditar que você tem medo.
— Há motivo! — e brindamos — Nada melhor que gin tonic, non?
— Não há nada melhor, mesmo.
Enquanto isso, você pensa: “Ela está mal, dá pra perceber na pele dela, será que ela já está pronta? Ou então é o contrário, talvez justamente por não estar pronta eu possa ajudá-la, não sei, arre, me sinto um monstrinho pensando assim, como pode? Não há nada de errado, não meto chifres em ninguém e não pode ser que ela não sinta nada por mim, depois de tanto tempo... E, talvez, durante a noite, após tudo, ela chore e se liberte e enfim esteja pronta, mas pronta já comigo, pra mim, enfim, ou então...”
— Pobre tolo, tendo que me aguentar aqui com esse vocabulário todo mal traduzido.
— Ah, querida, não se engane: é melhor assim.
(Poor fool ... dont make a fool of yourself, you’ll never get me)
— Está tarde, enfim... preciso ir, então.
— Não, querida, você precisa vir.
(I must GO... Not at all, honeydarling, you must come)
segunda-feira, junho 01, 2009
Autocrítica 16.
R: Em que sentido?
R: Sim, você está certa, acredito que haja algum convencionalismo aí, mas... Conservadores? Não sei, acho que os casais são mais... utópicos, no sentido que não há lugar para eles e nem tempo, de verdade. Mas não acho que seja nada tão engessado, quer dizer, são sempre as mesmas pessoas, é sempre o mesmo casal, só que ele assume formas diferentes e não é preconceituoso.
R: ... que não existe. Não a considero preconceituosa porque são conceitos sobre algo que não está lá, que é também utópico. De certa forma, amo a ingenuidade de Lara, isso porque foi criada para ser amada [por mim].
R: Não sei. Se faço isso aqui é porque sim, não é? Ou melhor: estou sendo entrevistado e pronto, pra mim isso basta.
sábado, maio 16, 2009
É a sua vez de servir o café.
— Que que cê tá fazendo aí?
Ele olha para ela um pouco como que desentendido.
— Eu... ué, é exatamente o que parece. Tô escrevendo.
Ela sorri toda preguiçosa para ele, se arrasta até a pontinha da cama, até do lado do chão, onde ele está encurvado em torno d’uma cadernetinha .
— Acho que você não devia misturar trabalho com...igo.
Ele olha de esguelha para ela, ora, ora.
— Não é trabalho…
Ela bagunça um pouco mais o cabelo dele.
— É um diário? Você escreve sobre mim?
Ele descosta a caneta do papel, coloca o papel de lado. Olha-lhe um pouco ofendido.
— Não. É só… lazer, enfim. Escrevo sobre nada, mas é normal fazer assim.
Ela pende a cabeça cama abaixo, (mas só um pouquinho).
— E você acha gostoso? Posso experimentar?
Ele solta um pouco de ar, Por que não?, troca a página e entrega caneta e caderno, Talvez seja divertido.
— Ah, não, não é justo, vou escrever na mesma página que você e pronto.
Ela sorriu largamente, afinal, e pôs-se a escrever.
“existe coisa mais bonita do que acordar e ainda estar junto, de conhecer enfim como a outra pessoa é ao amanhecer, se ela se veste ou não, se ela prepara café-da-manhã ou se senta no chão e coloca-se a escrever, se ela é apenas uma mulher e apenas mais um pouco de sexo, ou então, talvez, ela seja muito mais inteligente do que pareceu ontem à noite, enquanto você a comia e provavelmente pensava que ela era só mais uma dessas, quando, na verdade, pode ser que ela realmente quisesse transar com você e gostasse muito de você e percebesse que, de manhã, você escreveria ainda antes dum banho, antes até de me acordar de alguma forma e dar os últimos beijos.”
Quantas línguas um homem deve conhecer para ser verdadeiramente?
os pèzinhos no chão
suingue besta
mão pra baixo
pro ar
pro cabelo
dela
(delas
pra um copo
de alguma coisa)
e uma calmitude grande
:)...
luz estrobonada, luz comprimida,
trem-bala velocidade-luz
na boca pros pés
mão pra baixo
cabeça
cima
cintura-costasbunda, você
(vocês)
:D!
420.
domingo, maio 10, 2009
Os títulos costumam ser substantivos (escrito por pura necessidade).
Buracos são, para mim, vazios, que sugam pela força da Lei de Murphy... ou de algum adendo dela.
...Sempre começo a escrever com uma ideia na cabeça... e ela se perde... sempre...
quinta-feira, maio 07, 2009
Futuro brilhante para a juventude iminente!
De lei Rouanet.
De fazer de trouxa?
Ah, mas que poxa;
de roubá os rico
pra dá pra us pobre
coitado que assiste
cinema de nobre.
domingo, maio 03, 2009
Parece que já é maio e estamos com o cronograma atrasado.
Quando eu percebi que batiam palmas ao ritmo da música, entrei no jogo, também, afinal de contas, não é mesmo?
Quando percebemos que ele não cantava mais, começamos nós a cantar, certos de que ele dava espaço para o público participar do show, que ele estava feliz com isso.
Quando ela percebeu o que acontecia com o heartburn dele, decepcionou-se com a falta de visão e prepotência e sabe mais o quê. Para ela, era lógico que rock (ou o que quer que fosse que ele tocava, hoje em dia...) era para ser apreciado por pessoas e que era natural que elas se sentissem envolvidas.
Eu, particularmente, não consigo me animar muito com isso de dançar e pular. Bater palmas, cantar refrão, bater cabeça, não sei, presume muita noção musical que eu não tenho.
Ele, particularmente, gosta de música.
Ela, particularmente, gosta dele.
Nós, particularmente, não temos ideia do que está acontecendo e pulamos já pela vigésima hora consecutiva.
Ele, particularmente, é um chato que está indo pra casa.
O show goes on, porque music is my radar.
sexta-feira, abril 10, 2009
Bum-bum-bum ele tinha a doença menos contagiosa que existe.
A doença dele, no entanto, não é tão indiferente da minha: ele era imortal, e isso fazia dele a pessoa mais famosa do mundo, porque algum dia a imprensa o descobriu e fez uma matéria com fotos e registros dele desde quando se tem registro e começaram a tentar prendê-lo numa prisão (os fatos não se sucederam bem assim, mas é como se fosse) e ele foi obrigado a matar muito para fugir, a destruir a parede e tudo com seu corpo imortal, com sua paciência imortal, com seu corpo sempre jovem - dizem que as células dele se multiplicavam apenas diante de danos, que elas não tinham gerações, que pareciam todas vindas de uma mesma célula original e todas igualmente novas, apesar dele aparentar uns bons 13 anos etc chega de cientificismo.
Ele foi preso porque queriam saber tudo o que queriam saber e ele não dava culhões para aquilo tudo (e se lembrava muito mal, também) e porque ele sentia que o papel dele não era esse. Ele não tinha a menor ideia de seu papel, isto é, e não havia tentado se matar ainda porque tinha plena consciência de que isso seria impossível e idiota. Já haviam tentado convencê-lo de que era deus ou diabo, já haviam feito de tudo para ele, enquanto que ele só queria... O quê?
domingo, abril 05, 2009
MENTIROSO É QUEM MORRE (um pouco de literatura, então).
sábado, abril 04, 2009
segunda-feira, março 23, 2009
Autobiografia 10.
Um teste de elenco é irritantemente sem noção, irritantemente difícil para o ator, irritantemente impossível de se levar, me sinto mal. Tratar com atores é irritante, porque é necessário se impor como pessoa sobre pessoa.
sexta-feira, março 20, 2009
quinta-feira, março 19, 2009
Autobiografia 8.
Houve uma vez na minha vida uma pessoa que... certamente não foi um acontecimento, mas algo mais como um evento ou uma passagem, se preferirem. A gente se conheceu como qualquer criança pode se conhecer nesses dias descuidados de hoje, conversamos, ficamos amigos. Ou até mais que isso, eu acho – ou achava, hoje eu certamente não diria isso, mas ça va. Tinha alguma coisa de bonito (pueril, certamente) naquela cumplicidade afetiva sem toques ou mesmo vistas que a gente tinha. Éramos, na nossa cabeça, namorados. Mas ela ficava longe, isso costuma ser um problema, mesmo que algum possa pensar que não e passar a vida provando - mas é e pronto. A distância, a telegamia como eu chamo, ela tem a capacidade de crescer exponencialmente e então... Eu não sei bem se por isso, ou se por um segundo que me fez pensar naquilo tudo e no ridículo daquilo tudo e, bem, acabamos, por assim dizer. Porque eu fiquei mais longe que simplesmente longe, longe dela mais do que da cidade dela, e alguém podia dizer que continuamos amigos, acho que não é mentir. Não que seja mais fácil, mas pelo menos (super)funciona. É só que andou chovendo bastante e, não sei porque, sempre que chove eu fico pensando se podia ser diferente e vejo que não.







